Título: O Harém de Kadafi
Autor: Annick Cojean
Edição: 1
Ano: 2012
Páginas: 238
Idioma: português
Editora: Verus
Sinopse: Um relato chocante do reino de terror de Muamar Kadafi e uma análise sensível do destino das mulheres vítimas desse sistema. Soraya tinha apenas quinze anos quando Muamar Kadafi foi visitar a escola onde ela estudava. No momento em que ela lhe estendeu um buquê de flores, ele colocou a mão na cabeça da menina e acariciou seus cabelos. Era o gesto secreto que sinalizava a suas guarda-costas que ele a havia escolhido.

Annick Cojean tinha um tema precioso nas mãos. Ela poderia ter escrito um livro de ao menos 500 páginas, se não tivesse tanta pressa em publicá-lo. Alguns depoimentos são rasos demais e, quem não entende a religião e a política da Líbia, talvez se perca em muitos momentos.
Acredito que a autora não tenha dado uma base para compreendermos com mais profundidade os motivos desses relatos.
Kadafi foi morto em agosto de 2011. Annick Cojean, jornalista, estava na Líbia para cobrir o acontecimento para o Le Monde. Foi quando conheceu Soraya, uma das escravas sexuais do ditador. O livro foi escrito em poucos meses e ficou pronto em abril de 2012, sem tantas informações que poderiam ter sido encontradas. Não precisava ter publicado o livro tão cedo.
De qualquer maneira, a história é impressionante e chocante. Kadafi pregava a libertação das mulheres da sociedade líbia, os diretos humanos e agia, por trás de todo aquele circo de guardas femininas (as chamadas amazonas), como um diabo. Ele estuprava meninas e homens poderosos ou não, em nome do poder. O sexo, para Kadafi, foi uma arma política e de guerra.
Vale a pena ler "O Harém de Kadafi" pelos fatos. Pela escrita nem tanto.
Nota 3 de 5


