10 de fev. de 2017

A Torre Negra (C. S. Lewis)

Título: A Torre Negra – E outras histórias
Autor: C. S. Lewis
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: Planeta
Sinopse: Continuação memorável das fantasias de C. S. Lewis, estas seis histórias revelam mais uma vez o poder e a visão deste importante contador de histórias, um dos nomes centrais da literatura de fantasia universal. A Torre Negra é um esboço de um quarto volume que daria continuidade à aclamada série de ficção científica de Lewis conhecida como Trilogia Cósmica. Uma história cativante que continua as aventuras de personagens como Dr. Elwin Ransom e MacPhee. Na trama, cinco homens se reúnem no escritório de Orfeu, na Universidade de Cambridge, para testemunhar a violação do espaço-tempo por meio do cronoscópio, um telescópio que não olha apenas para um outro mundo, mas para outras dimensões. Ao longo das narrativas, seus personagens travam debates brilhantes sobre a matéria, no tempo e no espaço. Para os fãs de Crônicas de Nárnia e da Trilogia cósmica, este é um livro imprescindível.

A Torre Negra (C. S. Lewis)

Terminado em  08 de fevereiro de 2017 (livro 3).

Por muito tempo tive a curiosidade de conhecer as obras de C. S. Lewis. Ouvi muita gente falar sobre ele e vi alguns trechos do filme "As Crônicas de Nárnia" nas 'sessões da tarde' da Globo. Apesar do grande sucesso que o livro e o filme fizeram, nunca me senti atraída pela obra, não. Afinal, não sou muito chegada em fantasia ou ficção científica. Mesmo assim, por Lewis ser "um dos maiores escritores cristãos dos últimos tempos", quis conhecê-lo.

Então, quando vi uma obra sua nos lançamentos da Editora Planeta, achei que esta seria a oportunidade. Solicitei "A Torre Negra" e este foi o meu primeiro contato com C. S. Lewis.


Achei a edição muito linda. A capa é bem massa e a diagramação e a fonte são bem confortáveis. Fiquei ansiosa para ler. Como sempre, não li a sinopse e lá fui eu. Demorei algumas páginas para entender que a história era uma continuação da tal "Trilogia Cósmica" (que eu não li e desconheço). E, apesar de compreender as cenas, eu não entendi o enredo.

A Torre Negra (C. S. Lewis)

De repente, apareceu uma nota afirmando que determinada parte do manuscrito original se perdeu e fiquei sem saber a continuação. Isso acontece diversas vezes no decorrer do livro, inclusive no final da história.

A Torre Negra (C. S. Lewis)

Aliás, só percebi que haviam outras histórias quando "A Torre Negra" acabou e vieram as outras cinco (O homem que nasceu cego, As terras fajutas, Anjos ministradores, As formas das coisas desconhecidas e Depois de dez anos). Infelizmente, nenhuma me conquistou. Achei a leitura arrastada e cansativa e tantas vezes sem nexo algum.

Talvez Lewis não seja mesmo o meu estilo ou talvez eu devesse conhecer suas outras obras primeiro. Confesso também que pequei em não ler a sinopse e não estar preparada para o que eu leria. De qualquer forma, soube de outras pessoas que leram – e que já estão familiarizadas às obras de Lewis – que esta é uma viagem completamente diferente de Nárnia, por exemplo (coisa que não tenho como julgar).

Nota 2 de 5



Sobre o autor:

Clive Staples Lewis nasceu na Irlanda, em 1898. Em 1954, tornou-se professor de Literatura Medieval e Renascentista em Cambridge. Foi ateu durante muitos anos e se converteu em 1929. Essa experiência o ajudou a entender não somente a indiferença como também a indisposição de aceitar a religião. Suas obras são conhecidas por milhões de pessoas no mundo inteiro. A abolição do homem, Cartas de um diabo a seu aprendiz, Cristianismo puro e simples e Os quatro amores são apenas alguns de seus bestsellers. Escreveu também livros de ficção científica, de crítica literária e para crianças. Entre estes estão As Crônicas de Nárnia, sucesso mundial absoluto. C. S. Lewis morreu em 1963, em sua casa em Oxford.

7 de fev. de 2017

[A Deny Leu] Fazendo Meu Filme # 1: A Estreia de Fani (Paula Pimenta)

Título: Fazendo Meu Filme # 1: A Estreia de Fani 
Autora: Paula Pimenta 
Ano: 2009
Edição: 1
Páginas: 336
Idioma: português 
Editora: Gutenberg 
Sinopse: Fazendo meu filme é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Uma história bem-humorada e divertida que conquista o leitor a cada página.
Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima.
É sobre isto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir.

[A Deny Leu] Fazendo Meu Filme # 1: A Estreia de Fani (Paula Pimenta)


Terminado em 29 de janeiro de 2017.

Meu primeiro livro da Paula Pimenta, uma escritora super querida por adolescentes brasileiras. (Se tem uma multidão de meninas na bienal, pode ter certeza que Paula estará por lá).  Eu que, há muito tempo, passei dessa fase, sempre evitava os livros dela, até que um livro em inglês caiu na minha mão.  E ainda bem que aconteceu!

[A Deny Leu] Fazendo Meu Filme # 1: A Estreia de Fani (Paula Pimenta)

“A estreia de Fani” (ou “Shooting my life’s script”, na versão em inglês), primeiro de quatro livros da série “Fazendo meu filme”, conta a história de Fani, uma adolescente mineira, de 16 anos, que vive, como toda boa pisciana, os dramas, os amores, as alegrias e as escolhas da adolescência.

[A Deny Leu] Fazendo Meu Filme # 1: A Estreia de Fani (Paula Pimenta)
"Oliver Barrett IV : Veja bem , eu acho que você está com medo . Você ergue essa grande redoma de vidro em volta de você para não se machucar, mais isso também te protege de ser tocada. É um risco não é? (Love Story - Uma história de amor.)"

A vida da Fani era tranquila, seu tempo era dividido entre escola, amigos, filmes, amores platônicos e seu sonho em ser cineasta.  Até que sua mãe decide que ela vai estudar o terceiro ano do Ensino Médio em outro país e ela descobre que está apaixonada por seu melhor amigo, que cansou de esperá-la e está namorando outra. Depois dessa descoberta, do amor pelo melhor amigo, muito drama e confusão acontecem na vida da Fani.

[A Deny Leu] Fazendo Meu Filme # 1: A Estreia de Fani (Paula Pimenta)

Referências de filmes e músicas deliciosas, personagens reais que poderiam ser seus amigos, colegas de escola, dramas adolescentes, paixonites platônicas e sonhos: este livro fez com que eu voltasse a ser a Deny adolescente. Lembrei-me de quando tinha a idade da Fani, as mesmas neuras, inseguranças próprias da idade e sonhos parecidos. Tímida e sonhadora, que sonhava em estudar cinema e morar na Inglaterra.

Não sinto nenhuma saudade da fase complicada da adolescência, mas foi uma delícia reviver isso nas páginas de um livro tão gracinha quanto este.

[A Deny Leu] Fazendo Meu Filme # 1: A Estreia de Fani (Paula Pimenta)

A “A estreia de Fani” termina com a personagem viajando para realizar um grande sonho meu: fazer intercâmbio na Terra da Rainha! Como não me apaixonar por essa série? E, como diria a Fani, dou 5 estrelinhas!

Nota 5 de 5


Sobre a autora: 

Paula Pimenta nasceu em Belo Horizonte – MG. Desde criança apresentou aptidão para a escrita e por esse motivo prestou vestibular para Jornalismo, embora tenha transferido para Publicidade, curso no qual se formou na PUC Minas. Estudou também Música na UEMG, deu aulas de violão e técnica vocal por vários anos, e é compositora.
Sua carreira de escritora começou em 2001, com o lançamento do livro de poemas “Confissão”, que foi relançado em 2013. Ficou realmente conhecida do grande público em 2008, quando lançou “Fazendo meu filme 1” pela editora Gutenberg. Publicou “Fazendo meu filme 2”, em 2009, “Fazendo meu filme 3”, em 2010, e “Fazendo meu filme 4”, em 2013, que - assim como o primeiro - são grandes sucessos juvenis. Em 2011 lançou uma nova série, “Minha vida fora de série”, que já conta com dois volumes. Em 2012 publicou também o livro "Apaixonada por palavras", uma coletânea de crônicas. 

6 de fev. de 2017

Encontrada (Carina Rissi)

Título: Encontrada – À espera do Felizes Para Sempre (Volume 2 da série "Perdida")
Autora: Carina Rissi
Ano: 2015
Edição: 1
Páginas: 476
Idioma: português 
Editora: Verus
Sinopse: Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava.
As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva.
Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.
Em "Encontrada – À espera do felizes para sempre", Carina Rissi traz de volta o mundo apaixonante de Ian e Sofia, nos permitindo mergulhar mais uma vez nesta maluca e envolvente história de amor.



Terminado em 01 de fevereiro de 2017 (livro 2).

"Encontrada" é o segundo livro da série "Perdida", que conta a história de Sofia e Ian, o casal mais fofo de todos os séculos – do XIX ao XXI, hehehe. Quando li "Perdida", o primeiro volume, fiquei completamente apaixonada e já quis a coleção toda (que, por ora, tem quatro livros: "Perdida", "Encontrada", "Destinado" e "Prometida").

Em "Perdida", Sofia compra um celular meio louco que a faz viajar no tempo. De repente ela, uma menina toda descolada e moderna, se apaixona por um típico cavalheiro do século dezenove. Mas, no meio de sua louca história de amor, algo acontece e Sofia volta para o século vinte e um. Aí ela precisa decidir se quer permanecer nele ou voltar para o seu amor. Confira a resenha do livro "Perdida" aqui.

Como o grande amor da nossa vida não aparece toda hora, Sofia escolhe voltar ao século XIX e aceita se casar com Ian.

Encontrada (Carina Rissi)

Mas é claro que não seria simples. Para a sociedade daquele século, o comportamento de Sofia é uma aberração, e ela tem muitas dificuldades para se adaptar.

O que eu mais gosto nesta série, além do romance fofo, é o que eu aprendo sobre o passado. Carina Rissi deve ter feito uma pesquisa e tanto para escrever os livros que, a princípio, parecem tão água-com-açúcar, mas que têm um conteúdo legal.

Achei bacana a parte em que Sofia começou a aprender as regras de etiqueta da época. Já pensou se tivéssemos que viver essas regras hoje? Socorro!

[...] Continuou ditando outros detalhes: uma jovem educada nunca fala em voz alta ou com vulgaridade na companhia de alguém, sobretudo de um cavalheiro. Falar dos assuntos privados da família com outra pessoa, fora de casa, era proibido.
O amontoado de tecido que as mulheres eram obrigadas a vestir tinha um propósito, afinal. Quanto mais peças de roupa ela vestisse, mais rica era a família. E mesmo com as muitas camadas de roupas, de saias, anáguas e a crinolina, que restringia os movimentos, uma garota educada não levantaria a bainha de seu vestido para além dos tornozelos, muito menos ergueria ambos os lados da saia ao mesmo tempo, nem sequer para salvar a própria vida, tipo, se a casa estivesse em chamas e tal.
Eventos como bailes e jantares eram perfeitos para uma jovem mostrar seu decoro refinado. Nessas ocasiões sociais, ela poderia flertar com inocência, exibir seus talentos cantando ou tocando piano para os convidados, mas somente depois que a permissão lhe fosse dada pelo anfitrião. Exceto a parte do flerte, claro.
Uma dama de berço nunca cometeria a grosseria de perguntar “O quê?”. O correto era piscar e, com um sorriso meigo, questionar: “Perdoe-me, como disse?”. Era inimaginável uma dama proferir xingamentos, imprecações, palavrões e derivados.

Assim como o primeiro livro, este não tem uma super trama, um drama tocante, um grande mistério a ser desvendado, nada disso, mas prende a nossa atenção de maneira extraordinária. Carina Rissi tem esse dom. :)

O final de "Encontrada" é lindo e eu mal posso esperar para começar a ler "Destinado", o terceiro livro da série (já está em casa, mas tenho outros na fila, né?!). Adorei e super recomendo!

Nota 5 de 5



Sobre a autora:

Carina Rissi é uma leitora voraz, sempre lê a última página de um livro antes de comprá-lo e tem um fascínio inexplicável pelo tema “amores impossíveis”. Vê nas obras de Jane Austen uma fonte de inspiração.
Quando se desgruda dos livros – tanto dos que lê quanto dos que escreve –, Carina se diverte assistindo a comédias românticas ao lado da família e planejando viagens a lugares exóticos que não conhecerá tão cedo, devido ao seu pavor de avião.
Ela nasceu em Ariranha, interior de São Paulo, onde mora atualmente com o marido e a filha, após ter vivido uma curta temporada na capital paulista.
É autora de Perdida, Encontrada, Procura-se um marido e No mundo da Luna, lançados com grande sucesso pela Verus e que a tornaram conhecida em todo o país.

2 de fev. de 2017

[A Tati Leu] A Química (Stephenie Meyer)

Título: A Química
Autora: Stephenie Meyer
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 496
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
Sinopse: Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.
Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída – uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.
Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

[A Tati Leu] A Química (Stephenie Meyer)


Terminado em 25 de janeiro de 2017.

Depois de muitos anos sem publicar uma história inédita (apesar de ter investido em histórias derivadas da série “Crepúsculo”), Stephenie Meyer nos traz “A Química”, um romance de espionagem narrado em terceira pessoa que conta a história de Alex, ex-funcionária de uma agência secreta do governo dos Estados Unidos que passa a viver sob a mira de seus ex-empregadores, depois de eles decidirem eliminá-la por conta das informações a que teve acesso.

Durante os anos em que trabalhou para o governo, Alex utilizou seu conhecimento em química para produzir drogas empregadas em sessões de tortura, que tinham o objetivo de arrancar informações de supostos terroristas que ameaçavam a população. Graças a seus talentos, tornou-se a melhor em sua área de atuação, e isso rendeu-lhe o apelido pelo qual é conhecida: “A Química”. 

Vivendo um dia em cada lugar, sem manter vínculos e esforçando-se para não deixar pistas pelo caminho, Alex consegue fugir por um bom tempo de seus ex-empregadores, surpreendendo a eles e a si mesma. Até o dia em que recebe uma proposta: a possibilidade de ter sua vida de volta, de nunca mais precisar fugir, em troca de um último trabalho.

Cheia de dúvidas, sem saber em quem confiar, Alex decide arriscar, mas jogando de acordo com suas próprias regras. E é então que seu caminho se cruza com o de Daniel, seu alvo, supostamente um terrorista em posse de uma poderosa arma biológica.


“A Química” é um livro que queria muito ler e pelo qual esperei bastante. Sempre gostei da Stephanie Meyer, desde que comecei a ler “Crepúsculo” (abaixa, que lá vem pedrada!), e, embora muitos a considerem uma autora fraca, acho sua escrita boa e seus enredos – em especial “A Hospedeira” – bem desenvolvidos e envolventes.

Este, no entanto, não me convenceu. A sinopse do livro nos promete uma história mais madura do que suas antecessoras e um enredo com mais ação, conspiração, mistério e tensão. Vi pouco disso. O romance entre a protagonista e seu par romântico ganha mais destaque do que sua relevância justificaria e chega a ofuscar a trama policial intrincada que a autora nos prometeu.

Não tenho nada contra romances açucarados, de verdade. Acabei de admitir que sempre gostei de “Crepúsculo”. O problema é que não é isso que você espera depois de ler a sinopse desse livro. Eu, pelo menos, esperava mais suspense, mais ação, e menos “me derreti toda só porque ele tocou minha bochecha”. 


Além disso, achei o romance pouco plausível, e ele mal se sustenta sobre a história. Quem aqui se apaixonaria de imediato, perdidamente, por uma pessoa que o sequestrou e o torturou com drogas químicas que infligem dores insuportáveis, sendo esse seu único contato com ela? Eu correria pra bem longe, assim que recuperasse o uso das pernas!


A capa também não me agradou muito, mas não por não ser bonita. Ela é, não dá para negar. Prateada, clean, com poucos elementos, tem tudo a ver com a temática mais thriller do livro. É linda, mas não é realmente muito prática. Impressa em papel cartão supremo alta alvura, com uma aparência laminada, é o tipo de capa que fica marcada por qualquer dobra. Aquele tipo de capa que combina mais com colecionadores, com leitores que têm o maior cuidado com o livro, do que... bom, do que comigo. Tinha acabado de ganhar o livro, fui lendo para o trabalho no metrô, dobrei a capa para trás, para segurar o livro com uma mão só, e pronto, ganhei um vinco gigantesco que corta a capa do topo à base. Deu até aquela dor básica no coração. Gente, ainda estava nas primeiras páginas!

Foto: Editora Intrínseca

Claro que nem tudo são espinhos, há rosas por aqui. Stephanie Meyer nos apresenta um enredo criativo, uma trama interessante de espionagem, e, como já mencionei, escreve bem, de uma maneira que faz a leitura fluir. Há reviravoltas instigantes e, no final, uma surpresa que achei tão bem pensada que garantiu sozinha uma das estrelinhas que dei aqui. Acho realmente que sua única falha foi tentar forçar desde o início do livro um romance difícil de justificar e tão dispensável que talvez a história tivesse se desenvolvido melhor sem ele, ou se ele tivesse surgido gradativamente, depois de algum tempo, durante a trajetória dos personagens.

Nota 3 de 5


Sobre a autora:

Stephenie Meyer é formada em literatura inglesa na Brigham Young University e ganhou status de celebridade com a repercussão da série “Crepúsculo”. Considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em edição especial da revista Time, a autora mora com o marido e três filhos em Glendale, no Arizona.

 

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