Título: O Oceano no Fim do Caminho
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2013
Edição: 1
Edição: 1
Páginas: 208
Idioma: português
Editora: Intrínseca
Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.
Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
Terminado em 31 de janeiro de 2016.
Como já contei aqui, nunca fui muito chegada ao estilo fantástico, mas estou me rendendo. Este livro é uma viagem! Neil Gaiman nos leva a lugares e situações que jamais poderíamos imaginar. E me pergunto como diabos ele tirou essas coisas da cabeça. Quem leu a parte do verme no pé sabe do que estou falando.
A narrativa é maravilhosa: nos prende do começo ao fim - e não conseguimos parar de ler. O que eu achei bacana no livro é que não dá para diferenciar o que é "real" (dentro da história, claro) do que é apenas imaginação (ou sonho) de um menino de sete anos de idade, solitário, inocente, assustado e apaixonado por livros. Como a história é contada por um homem de meia idade que narra suas memórias de infância, não fica claro se o personagem inventou tudo aquilo ou se realmente viveu. Os personagens são muito bem construídos e o suspense da história é muito bem elaborado. As metáforas e lições de moral se destacam e cada parágrafo é de grande valia.
"Vou dizer uma coisa importante para você. Os adultos não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos".
Nota 4 de 5
Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
Terminado em 31 de janeiro de 2016.
Como já contei aqui, nunca fui muito chegada ao estilo fantástico, mas estou me rendendo. Este livro é uma viagem! Neil Gaiman nos leva a lugares e situações que jamais poderíamos imaginar. E me pergunto como diabos ele tirou essas coisas da cabeça. Quem leu a parte do verme no pé sabe do que estou falando.
A narrativa é maravilhosa: nos prende do começo ao fim - e não conseguimos parar de ler. O que eu achei bacana no livro é que não dá para diferenciar o que é "real" (dentro da história, claro) do que é apenas imaginação (ou sonho) de um menino de sete anos de idade, solitário, inocente, assustado e apaixonado por livros. Como a história é contada por um homem de meia idade que narra suas memórias de infância, não fica claro se o personagem inventou tudo aquilo ou se realmente viveu. Os personagens são muito bem construídos e o suspense da história é muito bem elaborado. As metáforas e lições de moral se destacam e cada parágrafo é de grande valia.
"Vou dizer uma coisa importante para você. Os adultos não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos".
Nota 4 de 5
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