16 de mar. de 2015

A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)

Título: A Sombra do Vento
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ano: 2004
Edição: 1
Páginas: 400
Idioma: português 
Editora: Objetiva
Sinopse: Numa madrugada de 1945, em Barcelona, Daniel Sempere é levado por seu pai a um misterioso lugar no coração do centro histórico: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, o menino encontra A Sombra do Vento, livro maldito que mudará o rumo de sua vida e o arrastará para um labirinto de aventuras repleto de segredos e intrigas enterrados na alma obscura da cidade. A busca por pistas do desaparecido autor do livro que o fascina transformará Daniel em homem ao iniciá-lo no mundo do amor, do sexo e da literatura.
Numa narrativa de ritmo eletrizante que mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo, Carlos Ruiz Zafón mantém o leitor em estado de contínuo suspense. Ambientada na Espanha franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, A Sombra do Vento é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros.

A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)


Terminado em 16 de março de 2015.

Estava com este livro há anos na estante e só agora consegui pegá-lo para ler. Em todas as páginas eu me perguntei porque demorei tanto pra abrir esta obra. Que livro incrível! Envolvente demais! Eu não queria parar de ler nunca. E não é nem pela história, mas pela maneira com a qual o autor a escreveu. Quanta fluidez, quanta delicadeza, quanto suspense! Maravilhoso mesmo. Não sou de me apaixonar por ficção, mas já fiquei fã de Zafón. Poucas vezes visualizei tão bem uma história, seus cenários e personagens como com este livro. Que grande escritor!

Nota 5 de 5

8 de mar. de 2015

Frida - A Biografia (Hayden Herrera)

Título: Frida - A Biografia
Autor: Hayden Herrera
Ano: 2011
Edição: 1
Páginas: 624
Idioma: português 
Editora: Editora Globo
Sinopse: Todo mundo conhece Frida Kahlo, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é quase tão difundida quanto a de Che Guevara. Todo mundo sabe que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera, e que foi amante de Leon Trotsky.
Todo mundo sabe que tinha ideias radicais em política e hábitos modernos na vida, que pintava de modo radicalmente pessoal, e que teve uma existência tão tumultuada quanto o século XX em que viveu. O que poucos sabem é que tudo o que quase todo mundo sabe sobre Frida Kahlo está longe de resumir sua vida, ou de revelar a mulher por trás do ícone da arte latino-americana moderna.
Finalmente traduzida para o português, Frida – a biografia foi um dos grandes impulsionadores do revival da artista nos Estados Unidos e em todo o mundo a partir de 1983. Como sintetizou a crítica, “Por meio de sua arte, Kahlo fez de si mesma uma artista e um ícone; por meio desta biografia, ganhou também dimensão humana”.
Escrito por Hayden Herrera, reconhecida historiadora da arte, o livro traz, além da intimidade da história de Frida, detalhadas descrições e interpretações dos quadros de Kahlo, escritas com o rigor e a acuidade de uma especialista, mas também com a clareza, a fluidez e a sedução de uma amante dessa arte.

Frida - A Biografia (Hayden Herrera)


Terminado em 8 de março de 2015.

Peguei um bode tão grande que até me esqueci de publicar.
Na sexta-feira eu finalmente terminei Frida - A Biografia.
Se não foi o mais chato de todos, foi, com certeza absoluta, um dos livros mais chatos que já li. E olha, eu sou louca apaixonada por biografias.
Depois de ler tudo, eu percebi que poderia ter deixado de ler 60% que não faria diferença alguma. O livro tem 624 páginas e pelo menos a metade é só de cartas chatíssimas e longuíssimas que Frida escrevia pra Deus e o mundo (amigos, médicos, amantes...). A outra metade é uma repetição eterna de uma análise de suas obras, cheia de "talvez" e "provavelmente". "Com o sol e a lua, Frida provavelmente queria mostrar o masculino e o feminino. Talvez ela mostrasse o escuro e o claro de sua vida". Ah, por favor! Querida autora Hayden Herrera, suas incertezas não me convencem.
Parece que a biógrafa quis encher linguiça, sabe? Narrou fatos absolutamente desimportantes e repetiu histórias como se quisesse dar ênfase em algum fato (mas que só tornou o livro pedante).
E o pior é que eu poderia me apaixonar pela biografada, mas peguei raiva. Dela e de Diego Rivera. Não vou negar que eram excelentes artistas, porém, eram pessoas desequilibradas, que não controlavam seus instintos (Diego era violento ao extremo, Frida, uma alcoólatra desvairada), traiam-se o tempo todo e, apesar de terem se amado (não duvido disso), maltratavam-se sempre. Fora que eram comunistas de araque, né? Levantavam a bandeira vermelha até aparecer uma ótima proposta financeira. Mas, enfim, deixa isso pra lá porque, pra mim, todos os comunistas são assim. Certo que Kahlo teve uma vida absolutamente sofrida por causa de suas doenças crônicas e do acidente de ônibus que quase a matou na juventude, mas ela não me parece uma heroína como é tida pelos ativistas. O que ela fez de especial além de pintar os quadros que ela mesma considerava ruins e amadores? Eu acho os quadros sensacionais, mas não acho que ela mereça tanta admiração como feminista revolucionária. Pelo menos a autora não me mostrou isso.
Acredito que seja um livro importante para quem quer estudar as obras de Frida (e de Rivera, como brinde). Mas, como biografia pessoal, aff, passo.

Nota 1 de 5

5 de mar. de 2015

A Peregrina (John Bunyan)

Título: A Peregrina
Autor: John Bunyan
Ano: 2006
Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: Mundo Cristão
Sinopse: Este volume constitui a continuação de O peregrino. Foi lançado em 1684, seis anos após a publicação do primeiro volume. Esta edição em português traz diversas inovações. A nova tradução (1999) combina fidelidade ao texto integral de Bunyan com linguagem atual. Trata-se da mais recente edição brasileira do grande clássico.
Em A peregrina, a história mais uma vez se inicia na Cidade da Destruição, de onde Cristão partira rumo à Cidade Celestial, deixando para trás sua esposa - Cristiana - e seus quatro filhos. Arrependida, ela resolve seguir os passos dele e, junto com os filhos, parte para encontrá-lo.
Nessa longa caminhada, eles se defrontam com as dificuldades do Pântano do Desânimo, enfrentam os perigos do Solo Enfeitiçado, a fúria de gigantes e a atmosfera aterradora do Vale da Sombra da Morte. Mas também encontram amor e proteção nos servos do Senhor da terra.
Através de uma linguagem fluida e simples, Bunyan tece brilhantemente a alegoria simbólica do destino religioso da alma daqueles que abraçam o cristianismo, levando o leitor a uma profunda e comovente reflexão.
A peregrina faz parte da maior obra de ficção na história do cristianismo. Para milhões de leitores, a história de Cristão e sua esposa serve como supremo modelo de perseverança em meio a dificuldades.

A Peregrina (John Bunyan)


Terminado em 5 de março de 2015.

"A Peregrina", de John Bunyan, lançado em 1684, seis anos após a publicação do primeiro volume (o livro é a continuação de "O Peregrino").
Acho que é o livro mais antigo que eu já li - na verdade, não me lembro de ler lido livros do século XVII. O livro é uma graça. Delicado, sutil, de linguagem simples, é um livro que eu poderia ler para os meus filhos para explicar-lhes o que é seguir o caminho de Deus.
A história é toda simbólica, com personagens como Cristão (o protagonista de "O Peregrino"), Misericórdia, Grande-Coração, Desespero etc. Os nomes são os mais legais! :)
Tudo começa na Cidade da Destruição, de onde Cristão partira rumo à Cidade Celestial, deixando para trás sua esposa - Cristiana - e seus quatro filhos. Arrependida, ela resolve seguir os passos dele e, junto com os filhos, parte para encontrá-lo. Nessa longa caminhada, eles se defrontam com as dificuldades do Pântano do Desânimo, enfrentam os perigos do Solo Enfeitiçado, a fúria de gigantes e a atmosfera aterradora do Vale da Sombra da Morte. Mas também encontram amor e proteção nos servos do Senhor da terra.
"O Peregrino" é a maior obra de ficção da história do cristianismo e é uma grande lição sobre perseverança.
Mas o mais bacana do livro é que ele é inteiro baseado na Bíblia e todas as referências são apontadas para versículos. É importante ler o livro consultando a Bíblia.
Acho que foi uma ótima escolha de leitura para esta Quaresma. :)

Nota 4 de 5
 

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