8 de mar. de 2015

Frida - A Biografia (Hayden Herrera)

Título: Frida - A Biografia
Autor: Hayden Herrera
Ano: 2011
Edição: 1
Páginas: 624
Idioma: português 
Editora: Editora Globo
Sinopse: Todo mundo conhece Frida Kahlo, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é quase tão difundida quanto a de Che Guevara. Todo mundo sabe que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera, e que foi amante de Leon Trotsky.
Todo mundo sabe que tinha ideias radicais em política e hábitos modernos na vida, que pintava de modo radicalmente pessoal, e que teve uma existência tão tumultuada quanto o século XX em que viveu. O que poucos sabem é que tudo o que quase todo mundo sabe sobre Frida Kahlo está longe de resumir sua vida, ou de revelar a mulher por trás do ícone da arte latino-americana moderna.
Finalmente traduzida para o português, Frida – a biografia foi um dos grandes impulsionadores do revival da artista nos Estados Unidos e em todo o mundo a partir de 1983. Como sintetizou a crítica, “Por meio de sua arte, Kahlo fez de si mesma uma artista e um ícone; por meio desta biografia, ganhou também dimensão humana”.
Escrito por Hayden Herrera, reconhecida historiadora da arte, o livro traz, além da intimidade da história de Frida, detalhadas descrições e interpretações dos quadros de Kahlo, escritas com o rigor e a acuidade de uma especialista, mas também com a clareza, a fluidez e a sedução de uma amante dessa arte.

Frida - A Biografia (Hayden Herrera)


Terminado em 8 de março de 2015.

Peguei um bode tão grande que até me esqueci de publicar.
Na sexta-feira eu finalmente terminei Frida - A Biografia.
Se não foi o mais chato de todos, foi, com certeza absoluta, um dos livros mais chatos que já li. E olha, eu sou louca apaixonada por biografias.
Depois de ler tudo, eu percebi que poderia ter deixado de ler 60% que não faria diferença alguma. O livro tem 624 páginas e pelo menos a metade é só de cartas chatíssimas e longuíssimas que Frida escrevia pra Deus e o mundo (amigos, médicos, amantes...). A outra metade é uma repetição eterna de uma análise de suas obras, cheia de "talvez" e "provavelmente". "Com o sol e a lua, Frida provavelmente queria mostrar o masculino e o feminino. Talvez ela mostrasse o escuro e o claro de sua vida". Ah, por favor! Querida autora Hayden Herrera, suas incertezas não me convencem.
Parece que a biógrafa quis encher linguiça, sabe? Narrou fatos absolutamente desimportantes e repetiu histórias como se quisesse dar ênfase em algum fato (mas que só tornou o livro pedante).
E o pior é que eu poderia me apaixonar pela biografada, mas peguei raiva. Dela e de Diego Rivera. Não vou negar que eram excelentes artistas, porém, eram pessoas desequilibradas, que não controlavam seus instintos (Diego era violento ao extremo, Frida, uma alcoólatra desvairada), traiam-se o tempo todo e, apesar de terem se amado (não duvido disso), maltratavam-se sempre. Fora que eram comunistas de araque, né? Levantavam a bandeira vermelha até aparecer uma ótima proposta financeira. Mas, enfim, deixa isso pra lá porque, pra mim, todos os comunistas são assim. Certo que Kahlo teve uma vida absolutamente sofrida por causa de suas doenças crônicas e do acidente de ônibus que quase a matou na juventude, mas ela não me parece uma heroína como é tida pelos ativistas. O que ela fez de especial além de pintar os quadros que ela mesma considerava ruins e amadores? Eu acho os quadros sensacionais, mas não acho que ela mereça tanta admiração como feminista revolucionária. Pelo menos a autora não me mostrou isso.
Acredito que seja um livro importante para quem quer estudar as obras de Frida (e de Rivera, como brinde). Mas, como biografia pessoal, aff, passo.

Nota 1 de 5

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