25 de ago. de 2015

Amêndoa (Nedjma)

Título: Amêndoa - Memórias eróticas de uma mulher árabe
Autor: Nedjma
Ano: 2004
Edição: 1
Páginas: 207
Idioma: português 
Editora: Objetiva
Sinopse: Amêndoa é o testemunho excepcional de uma mulher de origem árabe que ousa transgredir o tabu do sexo e do silêncio. No Marrocos da segunda metade do século XX, Badra conta a história de sua vida, decidida a não medir palavras ou sensações e a honrar a milenar tradição árabe de escrita erótica. No centro de sua narrativa está Driss, a paixão de sua vida, homem refinado e elegante que lhe revela um amor total, arrebatado, profundamente sensual.
Este belo relato, perturbador e libertino, assinala um verdadeiro acontecimento: pela primeira vez uma mulher muçulmana se exprime com liberdade sobre sua vida íntima. Um livro cheio de volúpia, incandescente, radioso, mas que é também um ato político: uma reconquista da palavra e do corpo das mulheres árabes.

Amêndoa (Nedjma)

Terminado em 25 de agosto de 2015.

Li "Amêndoa - Memórias eróticas de uma mulher árabe", uma versão marroquina de Sabrina, em português (de Portugal). Talvez, no meu idioma, eu tivesse gostado mais. Não consegui não rir cada vez que apareciam os nomes das "partes" e as expressões bizarras. Desculpe, Nedjma, mas português de Portugal é engraçado.
A história é boazinha, mas é aquele clichê, né? A mulher reprimida que ousa transgredir o tabu do sexo e do silêncio. A linguagem é bem chula -- acredito que com o propósito de chocar -- mas não vamos tirar o mérito da autora: ela consegue narrar os acontecimentos muitíssimo bem (dá pra visualizar tudinho em seus mínimos detalhes).

Nota 3 de 5

22 de ago. de 2015

Sejamos Todos Feministas (Chimamanda Ngozi Adichie)

Título: Sejamos Todos Feministas
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Ano: 2015
Edição: 1
Páginas: 64
Idioma: português 
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Sejamos Todos Feministas (Chimamanda Ngozi Adichie)

Terminado em 22 de agosto de 2015.

Well, achei só mais do mesmo. Não me acrescentou absolutamente nada novo.

Nota 3 de 5

18 de ago. de 2015

Lituma nos Andes (Mario Vargas Llosa)

Título: Lituma nos Andes
Autor: Mario Vargas Llosa
Ano: 2011
Edição: 1
Páginas: 272
Idioma: português 
Editora: Alfaguara
Sinopse: Em Lituma nos Andes, o vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 2010 revela um mundo dominado pelas superstições e guiado pelos instintos. No livro, o cabo Lituma e seu ajudante Tomás empreendem uma viagem a um vilarejo desolado na região dos Andes. O objetivo da polícia peruana é investigar uma série de misteriosos desaparecimentos cujas suspeitas recaem sobre os terrucos da organização maoísta Sendero Luminoso.
A obra, que rendeu o prestigioso Prêmio Planeta em 1993, examina as táticas e motivações dos rebeldes terroristas que assolaram o Peru nos anos 1980 e 1990, situando essa violência no contexto das mitologias e rituais andinos, fortemente presentes na cultura local.

Lituma nos Andes (Mario Vargas Llosa)

Terminado em 18 de agosto de 2015.

Mais um Llosa este ano. Só que, infelizmente, não amei loucamente, não. O começo é legalzinho, daí fica chato pra caramba e o final é o máximo. O problema é que esse chato pra caramba demora muito pra passar. Além do mais, eu demorei horrores pra entender o formato da história -- não sabia quem a estava contando, de quem eram os diálogos e como diachos apareciam relatos inteiros de outros personagens no meio de conversas nada a ver.
Mas uma coisa é fato: Mario Vargas Llosa constrói personagens como ninguém! Suas personalidades são riquíssimas que até parecem reais. Assim como amei a menina má, amei Mercedez e Tomasito. E os diálogos são casos à parte, não é mesmo?

Note 3 de 5

15 de ago. de 2015

Eu, Prisioneira das Farc (Clara Rojas)

Título: Eu, Prisioneira das Farc 
Autor: Clara Rojas
Ano: 2009
Edição: 1
Páginas: 208
Idioma: português 
Editora: Ediouro
Sinopse: Acompanhadas apenas de um motorista, um cinegrafista e um jor­nalista francês, Clara Rojas e Ingrid Betancourt seguiam por uma estrada cada vez mais solitária; viam passar no céu um bando de pássaros bran­cos e outro de pássaros pretos, como se fosse um presságio do que as espe­rava um pouco mais adiante. Durante uma visita à cidade de San Vicente del Caguán, a diretora da campanha do Partido Verde Oxigênio e a candidata à presidência foram sequestradas pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Para Clara, era o começo de seis anos de martírio na selva. Entre marchas forçadas, tempestades, lama, cobras e insetos, ela descobriu a falta de compa­nheirismo de Ingrid, inclusive quando esta demonstrou inexplicável frieza ao saber da notícia da gravidez da amiga. E aí está um ponto alto do livro: o parto dramático de Emmanuel, que durou horas e se deu à luz de uma lâmpada de 100 watts. Ajudada pela fé em Deus e pelas mensagens da família trans­mitidas via rádio, Clara afirma que “um sequestrado tem duas opções: deixar-se morrer ou lutar por sua vida. Quando se opta por sobreviver e se des­cartam a morte e a loucura, é preciso trabalhar diariamente sem esmore­cer para conseguir”. Além de conter detalhes impressionantes da condição dos presos e do relacionamento com os guerrilheiros, este relato, por trazer ao público o que se passa no coração de uma refém desde o momento do sequestro até o aguardado dia da liberdade, pode ser considerado mais que um livro místico e pungente, mas uma obra sobre o amor.

Eu, Prisioneira das Farc (Clara Rojas)

Terminado em 15 de agosto de 2015.

Não consigo entender como uma pessoa se presta a escrever um livro sobre sua experiência e, ao citar o fato mais curioso do tema, deixar o leitor boiando, ao alegar que "esse assunto só diz respeito a mim, ao meu filho e à minha intimidade". Cara, assim, não quer falar sobre sua vida pessoal, não escreva um livro sobre você!
A história é ótima, mas o livro é péssimo. Mal escrito (pudera, a autora é uma advogada e não uma escritora) e arrogante, além de absurdamente repetitivo. Essa experiência daria uma obra impressionante e comovente se escrita por outra pessoa. Uma Thrity Umrigar ou um Javier Moro transformaria essa experiência em best-seller, certeza.
Só vale a leitura para aprender um pouquinho mais sobre esse horror colombiano (do ponto de vista de quem o viveu) que foi notícia no mundo inteiro.

Nota 2 de 5

12 de ago. de 2015

Eu Matei Sherazade (Joumana Haddad)

Título: Eu Matei Sherazade - Confissões de Uma Árabe Enfurecida
Autor: Joumana Haddad
Ano: 2011
Edição: 1
Páginas: 144
Idioma: português 
Editora: Record
Sinopse: A autora desafia as ideias preconcebidas que o Ocidente tem das mulheres no Oriente Médio e fala sobre o próprio desenvolvimento intelectual e o impacto libertador que a literatura teve na sua vida. Um relato ousado sobre o que significa ser uma mulher árabe nos dias de hoje.
“Um livro corajoso sobre uma mulher no mundo árabe. Ele abre os nossos olhos, destrói preconceitos e é muito divertido.” – Mario Vargas Llosa, ganhador do prêmio Nobel de Literatura

Eu Matei Sherazade (Joumana Haddad)

Terminado em 12 de agosto de 2015.

Não sei se amo ou odeio Joumana Haddad. Mas acho que essa é justamente a intenção desta poetiza libanesa.
Amo Joumana quando ela é mulher árabe emancipada, livre, provocativa. Odeio Joumana quando ela denigre o árabe, o Líbano, minha religião. Amo Joumana quando ela, ainda que feminista, ama os homens e se orgulha de precisar deles. Odeio Joumana quando ela, que se diz viciada na feminilidade, insulta o que é de outra mulher. Amo Joumana quando ela luta pelas mulheres, mas não se une a nenhum movimento feminista nem defende todas as mulheres só pelo fato de serem mulheres. Odeio Joumana quando ela diz que é burrice acreditar em Deus e em algo além da vida. Amo Joumana quando ela, apesar de feminista, diz que não vive sem as banalidades do corpo e da vaidade e assume que não gosta de pagar a conta do jantar quando sai com um homem. Odeio Joumana quando ela, arrogante, se sente superior às mulheres que considera submissas.
Quanta opinião, Joumana! Sim, uma árabe enfurecida (como todas que eu conheço) -- e provocativa demais (cuidado, pois, já dizia minha avó, liberdade é diferente de libertinagem).
Apesar de, por vezes, me sentir ofendida, me identifiquei muito com a autora. E amei o livro!

Nota 4 de 5

10 de ago. de 2015

O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

Título: O Retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Ano: 2012
Páginas: 240
Idioma: português
Editora: BestBolso
Sinopse: Quando Dorian Gray torna-se modelo para uma pintura do artista Basil Hallward, sua vaidade é despertada e ele inicia um processo de decadência moral. O retrato de Dorian Gray é considerado a obra-prima de Oscar Wilde. Símbolo da juventude intelectual da época e de suas críticas à cultura vitoriana, a obra despertou grande polêmica em relação ao seu conteúdo homoerótico.

O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)


Terminado em 10 de agosto de 2015.

Pois é. Eu ainda não tinha lido este livro. Já conhecia a história, já tinha assistido duas peças de teatro, mas não tinha lido (não gosto de ler quando já fui "spoilerizada"; gosto de surpresas). O começo me irritou demais por causa do exagero e da longinquidade. Mas do meio pro fim fica bom. Acabei gostando.

Nota 3 de 5

6 de ago. de 2015

O Homem Sentimental (Javier Marías)

Título: O Homem Sentimental
Autor: Javier Marías
Ano: 2004
Edição: 1
Páginas: 160
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: O homem sentimental é a história do envolvimento de um tenor espanhol com um insólito trio de personagens: Manur, um banqueiro belga; Natalia, sua jovem esposa; e Dato, contratado pelo primeiro para vigiar sua mulher.
Narrado pelo cantor quatro anos depois de seu encontro com os três, o relato trata do início e do final de sua paixão por Natalia Mansur - para ele, o amor só existe como projeto ou lembrança. Trata-se de uma voz perturbada pela amargura da perda e pelos sonhos de uma noite insone.
Misturando sonho e vigília, O homem sentimental permite ao leitor construir sua própria interpretação desse quadrilátero de personagens. Assumindo ou não a versão do tenor, o leitor é levado a refletir sobre as relações amorosas e de dominação, e como elas são representadas no imaginário individual e coletivo.

O Homem Sentimental (Javier Marías)


Terminado em 06 de agosto de 2015.

Quinto romance de Javier Marías, escrito em 1986, publicado no Brasil em 2004.
Com um vocabulário riquíssimo e repleto de detalhes, que nos fazem visualizar (e não só imaginar) as situações, o livro conta a história de um cantor de ópera que se envolve com três personagens: Manur, um banqueiro belga; Natalia, sua jovem esposa; e Dato, contratado pelo primeiro para vigiar sua mulher. É um livro sobre amor, perdas e sonhos. Trágico, como todos os romances devem ser.
A história não é nenhuma novidade, não há nada de incrível nela, mas a escrita de Marías vale qualquer enredo.

Nota 4 de 5

2 de ago. de 2015

Felicidade Clandestina (Clarice Lispector)

Título: Felicidade Clandestina
Autor: Clarice Lispector
Ano: 1991
Edição: 7
Páginas: 175
Idioma: português
Editora: Francisco Alves Editora
Sinopse: Reunião de 25 contos da brasileira de origem ucraniana Clarice Lispector, "Felicidade clandestina" traz a linguagem intimista e o estilo absolutamente pessoal de uma das maiores escritoras do país que morreu em 1977, aos 56 anos.

Felicidade Clandestina (Clarice Lispector)


Terminado em 2 de agosto de 2015.

Livro de contos da maior autora de frases de Facebook. Hahaha. Li quando tinha 16 anos, para o vestibular, e li de novo agora. É outro papo, né?

Nota 3 de 5
 

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