Título: Eu Matei Sherazade - Confissões de Uma Árabe Enfurecida
Autor: Joumana Haddad
Ano: 2011
Edição: 1
Edição: 1
Páginas: 144
Idioma: português
Editora: Record
Sinopse: A autora desafia as ideias preconcebidas que o Ocidente tem das mulheres no Oriente Médio e fala sobre o próprio desenvolvimento intelectual e o impacto libertador que a literatura teve na sua vida. Um relato ousado sobre o que significa ser uma mulher árabe nos dias de hoje.
“Um livro corajoso sobre uma mulher no mundo árabe. Ele abre os nossos olhos, destrói preconceitos e é muito divertido.” – Mario Vargas Llosa, ganhador do prêmio Nobel de Literatura
Terminado em 12 de agosto de 2015.
Não sei se amo ou odeio Joumana Haddad. Mas acho que essa é justamente a intenção desta poetiza libanesa.
Amo Joumana quando ela é mulher árabe emancipada, livre, provocativa. Odeio Joumana quando ela denigre o árabe, o Líbano, minha religião. Amo Joumana quando ela, ainda que feminista, ama os homens e se orgulha de precisar deles. Odeio Joumana quando ela, que se diz viciada na feminilidade, insulta o que é de outra mulher. Amo Joumana quando ela luta pelas mulheres, mas não se une a nenhum movimento feminista nem defende todas as mulheres só pelo fato de serem mulheres. Odeio Joumana quando ela diz que é burrice acreditar em Deus e em algo além da vida. Amo Joumana quando ela, apesar de feminista, diz que não vive sem as banalidades do corpo e da vaidade e assume que não gosta de pagar a conta do jantar quando sai com um homem. Odeio Joumana quando ela, arrogante, se sente superior às mulheres que considera submissas.
Quanta opinião, Joumana! Sim, uma árabe enfurecida (como todas que eu conheço) -- e provocativa demais (cuidado, pois, já dizia minha avó, liberdade é diferente de libertinagem).
Apesar de, por vezes, me sentir ofendida, me identifiquei muito com a autora. E amei o livro!
Nota 4 de 5
“Um livro corajoso sobre uma mulher no mundo árabe. Ele abre os nossos olhos, destrói preconceitos e é muito divertido.” – Mario Vargas Llosa, ganhador do prêmio Nobel de Literatura

Terminado em 12 de agosto de 2015.
Não sei se amo ou odeio Joumana Haddad. Mas acho que essa é justamente a intenção desta poetiza libanesa.
Amo Joumana quando ela é mulher árabe emancipada, livre, provocativa. Odeio Joumana quando ela denigre o árabe, o Líbano, minha religião. Amo Joumana quando ela, ainda que feminista, ama os homens e se orgulha de precisar deles. Odeio Joumana quando ela, que se diz viciada na feminilidade, insulta o que é de outra mulher. Amo Joumana quando ela luta pelas mulheres, mas não se une a nenhum movimento feminista nem defende todas as mulheres só pelo fato de serem mulheres. Odeio Joumana quando ela diz que é burrice acreditar em Deus e em algo além da vida. Amo Joumana quando ela, apesar de feminista, diz que não vive sem as banalidades do corpo e da vaidade e assume que não gosta de pagar a conta do jantar quando sai com um homem. Odeio Joumana quando ela, arrogante, se sente superior às mulheres que considera submissas.
Quanta opinião, Joumana! Sim, uma árabe enfurecida (como todas que eu conheço) -- e provocativa demais (cuidado, pois, já dizia minha avó, liberdade é diferente de libertinagem).
Apesar de, por vezes, me sentir ofendida, me identifiquei muito com a autora. E amei o livro!
Nota 4 de 5


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