15 de ago. de 2015

Eu, Prisioneira das Farc (Clara Rojas)

Título: Eu, Prisioneira das Farc 
Autor: Clara Rojas
Ano: 2009
Edição: 1
Páginas: 208
Idioma: português 
Editora: Ediouro
Sinopse: Acompanhadas apenas de um motorista, um cinegrafista e um jor­nalista francês, Clara Rojas e Ingrid Betancourt seguiam por uma estrada cada vez mais solitária; viam passar no céu um bando de pássaros bran­cos e outro de pássaros pretos, como se fosse um presságio do que as espe­rava um pouco mais adiante. Durante uma visita à cidade de San Vicente del Caguán, a diretora da campanha do Partido Verde Oxigênio e a candidata à presidência foram sequestradas pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Para Clara, era o começo de seis anos de martírio na selva. Entre marchas forçadas, tempestades, lama, cobras e insetos, ela descobriu a falta de compa­nheirismo de Ingrid, inclusive quando esta demonstrou inexplicável frieza ao saber da notícia da gravidez da amiga. E aí está um ponto alto do livro: o parto dramático de Emmanuel, que durou horas e se deu à luz de uma lâmpada de 100 watts. Ajudada pela fé em Deus e pelas mensagens da família trans­mitidas via rádio, Clara afirma que “um sequestrado tem duas opções: deixar-se morrer ou lutar por sua vida. Quando se opta por sobreviver e se des­cartam a morte e a loucura, é preciso trabalhar diariamente sem esmore­cer para conseguir”. Além de conter detalhes impressionantes da condição dos presos e do relacionamento com os guerrilheiros, este relato, por trazer ao público o que se passa no coração de uma refém desde o momento do sequestro até o aguardado dia da liberdade, pode ser considerado mais que um livro místico e pungente, mas uma obra sobre o amor.

Eu, Prisioneira das Farc (Clara Rojas)

Terminado em 15 de agosto de 2015.

Não consigo entender como uma pessoa se presta a escrever um livro sobre sua experiência e, ao citar o fato mais curioso do tema, deixar o leitor boiando, ao alegar que "esse assunto só diz respeito a mim, ao meu filho e à minha intimidade". Cara, assim, não quer falar sobre sua vida pessoal, não escreva um livro sobre você!
A história é ótima, mas o livro é péssimo. Mal escrito (pudera, a autora é uma advogada e não uma escritora) e arrogante, além de absurdamente repetitivo. Essa experiência daria uma obra impressionante e comovente se escrita por outra pessoa. Uma Thrity Umrigar ou um Javier Moro transformaria essa experiência em best-seller, certeza.
Só vale a leitura para aprender um pouquinho mais sobre esse horror colombiano (do ponto de vista de quem o viveu) que foi notícia no mundo inteiro.

Nota 2 de 5

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