29 de ago. de 2016

Os dois terríveis (Jory John e Mac Barnett)

Título: Os dois terríveis
Autor: Jory John e Mac Barnett
Ano: 2015
Edição: 1
Páginas: 224
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
Sinopse: Miles morava perto do mar. Miles tinha amigos. Miles era o garoto mais terrível de sua escola... Como ele vai conseguir sobreviver numa cidade chamada Vale do Bocejo?
O mundo das travessuras está prestes a ser reinventado. Uma dupla imbatível na pregação de peças surge onde menos se espera: na entediante cidade de Vale do Bocejo, famosa por ter muitas vacas.
Acostumado a ser o mais terrível de onde morava, Miles Murphy está decidido a manter sua fama em sua nova cidade, para a qual se mudou muito a contragosto. Só que Vale do Bocejo já tem seu rei das travessuras, e, para roubar o posto, Miles vai ter que se superar.
Uma guerra épica de trotes e peças toma conta da cidade, até que os dois terríveis finalmente decidem unir forças e pregar a maior peça já vista no mundo: algo tão mirabolante que deixará orgulhosos os membros da Ordem Internacional da Desordem.


Terminado em 29 de agosto de 2016 (livro 43).

"Os dois terríveis" é melhor livro infanto-juvenil que eu já li! Sensacional! Mesmo.

Fiquei absolutamente encantada! Nota máxima do começo ao fim. Não há, na história, nenhum momento boring, nenhum momento chatinho. As ilustrações são incríveis - e interagem o tempo todo com o texto.
Os desenhos, feitos por Kevin Cornell, são super descolados, jovens, de um estilo bem diferente dos que costumamos ver na literatura infanto-juvenil. São menos "infanto" e mais "juvenis", mesmo. Bem para a faixa etária dos 10 aos 14 anos, acho, para o "limbo" da infância e da adolescência, hahaha.


Nem cheguei à página 10 e já fui me perguntando porque este livro ainda não é filme. Alguns dias depois, quando procurei sobre o autor Mac Barnett na internet, descobri que a Universal Studios já comprou os direitos para lançar o filme - e fiquei super feliz! Estarei na estreia! :D

Mac Barnett veio à 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que aconteceu de 26 de agosto a 4 de setembro e eu tive a oportunidade de conhecê-lo. Simpatia pura!


"Os dois terríveis" é tão bom que mereceu uma continuação: "Os dois terríveis ainda piores" foi lançado neste semestre pela Intrínseca - e eu já garanti o meu (autografado, inclusive!).


Os dois livros são lindos de morrer, de capa dura e com alto relevo.
Já estou louca para ler o segundo livro. <3


Nota 5 de 5


Sobre os autores:


Jory John é autor premiado de vários livros infantis. Escritor, editor, jornalista e cartunista, tem artigos publicados no The New York Times e no San Francisco Chronicle. Sua tirinha "Open Letters" é publicada em diversos veículos de comunicação norte-americanos.
Mac Barnett nasceu numa comunidade agrícola da Califórnia. Faz parte do conselho administrativo da ONG 826LA e tem vários livros infantis publicados.
Kevin Cornell é um conhecido ilustrador de livros infantis, websites e quadrinhos.

23 de ago. de 2016

Os Libaneses (Murilo Meihy)

Título: Os Libaneses
Autor: Murilo Meihy
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 192
Idioma: português 
Editora: Contexto
Sinopse: Um país pequeno e distante abriga um povo longe de ser desconhecido pelos brasileiros: os libaneses imigraram em peso para cá e trouxeram seus costumes e sua cultura. Este livro, escrito pelo historiador descendente de libaneses Murilo Meihy, mostra características, discute estereótipos e traz esse povo alegre e sofrido ainda mais perto dos brasileiros.
Quem são e como vivem os libaneses? Um simples passeio pelas ruas das suas grandes cidades revela que o Líbano é uma encruzilhada cultural onde os clichês mais clássicos sobre a relação entre Oriente e Ocidente se dissolvem. As camisas de marcas famosas do Ocidente, os penteados ousados que mais parecem esculturas modernistas e as maquiagens pesadas são vistos lado a lado com véus islâmicos e correntes de ouro com pingentes em formato de cruz.
Recheado de bom humor, relatos cotidianos e um panorama histórico, além de mapas e fotos, o texto mostra as raízes milenares do país, os anos de paz e de guerras, a geografia e a economia, a luta das mulheres e a diáspora. Esta obra é um convite para os brasileiros descobrirem as verdadeiras riquezas desse povo multifacetado e tão importante para a formação do Brasil. 


Terminado em 21 de agosto de 2016 (livro 42).

Li o ebook, mas estou louca pelo livro físico. Eu simplesmente AMEI "Os Libaneses". Mal terminei e já quero ler tudo de novo para decorar todos os dados e fatos que Murilo Meihy reuniu. Gostei demais, não somente porque - é claro - me identifico, mas porque é um super livro de História. Eu já desejei vários livros dessa coleção Povos e Civilizações, da editora Contexto, que reúne diferentes autores para falarem de determinados povos e suas características, como "Os Espanhóis" ou "Os Indianos". Coloquei vários títulos em minha lista de desejo da Amazon, mas ainda não tinha lido nada, até porque, para ser sincera, sempre achei os livros um pouco carinhos - custam de R$ 40 a R$ 60 (mas especificamente hoje, na data da publicação deste post, "Os libaneses" está custando R$ 30,20 na Amazon).


Sempre gostei de cultura de povos específicos, mas todas as pessoas que me conhecem sabem do meu amor louco pelo Líbano e seu povo. Quero ler tudo que tem qualquer relação com o país dos meus avós, por isso passei "Os Libaneses" na frente de um monte de livro que estava na minha lista. E foi "paixão ao primeiro capítulo". 

"Do ponto de vista cultural, outra autoridade incontestável que controla a vida de um cidadão libanês é a sua mãe [...]. Quem realmente sabe quais as consequências de se contrariar uma 'mama' são os seus filhos. Não se trata aqui de reproduzir caricaturas sobre essas figuras encantadoras, mas não há dúvidas de que, se elas assumissem o controle do país, o Líbano destruiria os exércitos norte-americano, russo e chinês juntos com três armas fatais: comida, choro e opiniões fortes. Esses atributos são facilmente encontrados em outras mães clássicas, como as italianas e as judias, mas somente a libanesa pode transformar um quibe em uma granada de mão, uma chuva em um ataque de gás mostarda, ou a namorada do seu filho em uma agente do serviço secreto israelense."

Com bom humor e descontração, o livro fala sobre a cultura do povo libanês, especialmente em relação ao comportamento típico, fala da relação do libanês com a comida, com a família, com a política, fala dos motivos pelos quais esse povo age (e reage) como tal e dá uma aula sobre o nascimento dos costumes da região. 

"De todos os estereótipos que recaem sobre os libaneses, certamente o da comilança é o único que merece credibilidade. A anorexia e a desnutrição são dois problemas que as famílias libanesas desconhecem e, certamente, se você teve a sorte de ser convidado para uma refeição na casa de um libanês, seja ele cristão ou muçulmano, a frase 'nunca é o suficiente' terá novo sentido para você ao final dessa jornada."

O livro também explica todas as guerras e conflitos que fazem parte da história libanesa, da política complicadíssima que há por lá e dá um panorama muito bacana sobre como é a vida no Líbano hoje. E quando falo hoje, quero dizer hoje mesmo (afinal, o livro é novinho, novinho). Gostaria que todo o mundo lesse este livro para que entendam porque somos como somos e parem com o preconceito sobre um dos países mais lindos e incríveis do mundo.

"Viajar para o Líbano não é mais inseguro do que ir ao Rio de Janeiro ou a Barcelona. [...] Tradicionalmente, o Líbano é um país acostumado a receber pessoas de todo o mundo. Cabe a cada um de nós escolher diretamente qual Líbano interessa mais: o das páginas dos jornais e da visão de comentaristas que sequer conhecem o país ou o da vida real, com as mesmas quantidades de problemas e encantos de todos os lugares."

Amei! Quero a coleção inteira!
Super recomendo!

Nota 5 de 5


Sobre o autor:

Murilo Sebe Bon Meihy é professor de História Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFR J), descendente de libaneses, nasceu em Taubaté, cidade do interior de São Paulo, e cresceu em Guaratinguetá, município próximo no Vale do Paraíba.



Nem todas as mães amam os filhos (Rose Ferreira)

Título: Nem todas as mães amam os filhos
Autor: Rose Ferreira
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 215
Idioma: português 
Editora: Paulinas
Sinopse: A obra narra a história de Rose, que passou a vida tentando conquistar o amor de sua mãe - uma mulher com sérios distúrbios de personalidade, finalmente identificados pela filha como traços de psicopatia. Na infância, Rose sofreu maus tratos físicos e psicológicos, foi espancada, humilhada, difamada pela própria mãe, que repetia constantemente o quanto seu nascimento a fizera infeliz e trouxera dissabores para sua vida. Apesar do ambiente adverso e sem perspectivas, a autora conseguiu estudar e trabalhar, o que lhe concedeu um pouco de liberdade, até que, com a morte do pai, teve de se dedicar aos cuidados da mãe agressora. Mesmo sem entender o motivo de tanta crueldade e desprezo, convivendo com a culpa de não se sentir merecedora do afeto maternal, Rose conseguiu manter certo equilíbrio que a conduziu a uma carreira profissional bem-sucedida e a um casamento feliz. Somente então, quando por acaso leu um livro sobre psicopatia, conseguiu vislumbrar uma personalidade tão singular. Ao compreender que não haveria como despertar-lhe amor ou qualquer tipo de emoção, embora se sentindo frustrada por não ser capaz de influenciá-la com bons exemplos e dedicação, fez um grande esforço no sentido de aceitar a realidade e escolher o perdão como forma de libertar-se das amarras do desamor e de qualquer desejo de vingança. "Deus nos deu o livre arbítrio para que possamos escolher os nossos caminhos. Eu escolhi o amor e o perdão."


Terminado em 29 de julho de 2016 (livro 40).

Que tenso!
O livro é a autobiografia da autora, que passou a vida sendo rejeitada pela mãe. É até difícil de acreditar nas torturas que essa mulher era capaz de fazer - ainda mais com a própria filha! Obviamente, toda essa violência física e psicológica que Rose sofreu refletiu na sua autoestima - fora a culpa com que ela teve que conviver a vida toda, achando que ela era a causadora do sofrimento da mãe. Ah, sim! A mãe dizia que ela tinha estragado o corpo dela, que por causa dela a vida tinha ficado difícil, que ela era feliz antes de Rose nascer... Acontece que, apesar de tudo o que sofreu, Rose não passa a odiar a mãe, ao contrário, ela a perdoa.


Depois de perceber que a mãe tem problemas psicológicos e um perfil psicopata e que, para esse tipo de personalidade, amar não é possível, Rose ainda se dispõe a cuidar da mãe na velhice. Acho que é preciso ser muito evoluído nesta vida para perdoar algo tão profundo. Mas quem sou eu para opinar sobre qualquer relacionamento familiar que não o meu?


O livro é realmente chocante e tocante. Chorei quatro vezes. Doeu, ainda mais por saber que isso realmente aconteceu - e que acontece muito por aí. Dá até uma pontadinha de culpa por ter sido privilegiada ao nascer em uma família regada a tanto amor. Mas o bom é que Rose se recuperou (mesmo que talvez carregue dezenas de traumas), estudou, se formou, construiu uma carreira, se casou... E eu tenho certeza de que um dia ela será recompensada por tudo - mesmo que não seja aqui. :)

O livro é muito bem escrito e tem uma narrativa, apesar de "tensa", bem leve. Adorei!

Nota 5 de 5


Sobre a autora:

Rose Ferreira é formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em Administração Mercadológica pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atuou em sua área de formação por alguns anos, mas se sentiu atraída pela Gestão de Pessoas. Fez sua terceira especialização em Pedagogia Empresarial e implementou programas de Qualidade de Vida no Trabalho. Também foi educadora corporativa por 13 anos. Hoje, auxilia organizações a obter melhores resultados com aperfeiçoamento de processos e capacitação de colaboradores.

*Livro gentilmente cedido pela editora Paulinas

20 de ago. de 2016

Eu sou o galo (Elysanna Louzada)

Título: Eu sou o galo
Autor: Elysanna Louzada
Ano: 2015
Edição: 1
Páginas: 64
Idioma: português 
Editora: Paulinas
Sinopse: Niquei é um galo jovem, ansioso pela cerimônia do Primeiro Canto, onde todos saúdam o Sol com seu potente cocoricó. Só que ele está prestes a lidar com um problemão: bem na véspera dos ritos, descobre que não consegue cantar! Desesperado, Niquei conta com a ajuda de seu melhor amigo, o cãozinho Pankekas, para ajudá-lo a achar seu canto e com a misteriosa profecia do Livro dos Costumes de Dona Margarela, a coruja, para trilhar uma jornada cheia de aventuras e perigos em busca de sua verdadeira identidade. Só assim, Niquei poderá descobrir e despertar o Galo que existe dentro de si mesmo.



Terminado em 19 de agosto de 2016 (livro 41).

Fofo, fofo, fofo!
Eu amei os personagens principais - um galinho atrapalhado, mas muito espertinho, e seu amigo, um cachorrinho fiel e aventureiro. A história é realmente fofa e força bastante a imaginação das crianças, com as descrições dos ambientes e cenas. 


A diagramação do livro é muito bem-feita e as ilustrações são bem bonitinhas. Gostei bastante também porque as personalidades de todos os personagens foram bem construídas e a moral da história é importante para as crianças. Enfrentar os próprios medos, ter amigos, confiar em si mesmo são alguns dos valores que o livro passa.



Recomendo!

Nota 5 de 5


Sobre a autora:


Elysanna Louzada é formada em Língua Portuguesa, Literatura e Inglês, casada e mãe de dois filhos. Autora da trilogia juvenil Herdeiros do Trono, do romance Uma Lição de Amor e integrante da coletânea Grandes Histórias da Bíblia.








*Livro gentilmente cedido pela editora Paulinas
 

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