19 de jan. de 2017

[A Tati Leu] O ano em que te conheci (Cecelia Ahern)

Título: O ano em que te conheci
Autora: Cecelia Ahern
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 336
Idioma: português 
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Bem-vindos ao mundo imperfeito de Jasmine e Matt. Vizinhos, eles não têm o menor interesse em tornarem-se amigos e nunca haviam se falado antes. Estavam sempre ocupados demais com suas carreiras para manter qualquer tipo de contato.
Jasmine, mesmo sem nunca tê-lo encontrado, tem motivos para não suportar Matt. Ambos estão em uma licença forçada do trabalho e sofrendo com seus dramas familiares. Eles precisam de ajuda.  Na véspera de Ano-Novo, os olhares de Jasmine e Matt se encontram de forma inusitada pela primeira vez. Eles têm muito tempo livre e precisam rever seus conceitos para poder seguir em frente. Conforme as estações do ano passam, uma amizade improvável lentamente começa a florescer.

[A Tati Leu] O ano em que te conheci (Cecelia Ahern)

Terminado em 2 de janeiro de 2017.

Cecelia Ahern, para mim, é uma caixinha de surpresas. Nunca sei exatamente o que esperar quando abro um livro seu. Já li um que me matou de chorar. Outro que me matou de rir. Teve um no qual não vi graça nenhuma. Outro que acabou entre meus cinco preferidos.

Mas “O ano em que te conheci” foi uma gratíssima surpresa e me tocou de um modo diferente de todos os livros que tenho lido recentemente. Não sei explicar bem por quê. Talvez tenha sido minha identificação com alguns sentimentos da protagonista. Talvez tenha sido o enredo simples, cotidiano. Talvez tenham sido os personagens, tão reais que poderiam ser eu, você, sua melhor amiga, o vizinho do fim da rua.

[A Tati Leu] O ano em que te conheci (Cecelia Ahern)

Em “O ano em que te conheci”, Cecelia nos apresenta Jasmine, uma workaholic bem-sucedida e perfeccionista que parece ter dois únicos amores na vida: seu trabalho, que consiste em desenvolver projetos até torná-los lucrativos o bastante – para então vendê-los – e a irmã mais velha, Heather.

Jasmine reside em uma rua habitada predominantemente por aposentados, que mantêm uma boa relação entre si. Todos se conhecem muito bem, são próximos e, na medida do possível, procuram ajudar uns aos outros, para tornar a rua um lugar melhor. Todos, exceto Jasmine, que, ocupada demais, nem mesmo sabe o nome de seus vizinhos, e Matt, um locutor de rádio que mora na casa em frente, cujos problemas com álcool têm causado tumultos durante a madrugada e em seu próprio casamento. Seu nome, aliás, Jasmine decorou. Mas apenas porque, por conta de seus polêmicos programas no rádio, nutre sentimentos bem negativos a seu respeito.

[A Tati Leu] O ano em que te conheci (Cecelia Ahern)

Toda a sua vida foi dedicada ao trabalho e a Heather, que possui Síndrome de Down, embora a irmã seja bastante independente. E, muito provavelmente, Jasmine teria seguido sua vida dessa mesma forma, mas, logo no início do livro, sofre um golpe que jamais esperaria receber, já que é cofundadora do projeto em que trabalha: é demitida e, devido à importante posição que ocupava, contratualmente proibida de trabalhar em outra empresa por um ano, o que a leva a uma forçada licença remunerada. Perdida, sem saber mais o que fazer da vida, acompanhamos a protagonista tentando se reencontrar, enquanto reavalia sua vida e se esforça para se livrar dos sentimentos de inutilidade e fracasso que a dominam.

[A Tati Leu] O ano em que te conheci (Cecelia Ahern)

Literalmente, Jasmine reaprende a viver, e no processo constrói uma espinhosa amizade com Matt, já que ambos se vêm no fundo do poço e lutam para se arrastar de volta para a superfície.

Apesar dessa temática de superação e autoconhecimento e de nos levar a boas reflexões, “O ano em que te conheci” é leve, uma leitura agradável e divertida, e as confusões de Jasmine garantem tanto momentos engraçados quanto comoventes. Bem escrito, é dividido em quatro partes – as quatro estações – e narrado em primeira pessoa, pela protagonista. O que mais o distingue, no entanto, é o destinatário dessa narrativa: Jasmine não conta sua história para o leitor, mas para o próprio Matt, por quem nutria preconceitos que também precisa superar.

[A Tati Leu] O ano em que te conheci (Cecelia Ahern)

Os pontos fortes do livro, na minha opinião, são justamente os personagens, que são profundos e verossímeis e evoluem durante a narrativa, e o enredo, sem grandes acontecimentos, mas repleto de momentos da vida cotidiana expressos com sensibilidade e delicadeza. Além disso, é tocante ver o olhar de Jasmine sobre aspectos da vida que até então ela subestimava se transformando, e, com um pouco de sorte, quem sabe consigamos transformar nosso olhar sobre algo também.

Nota 5 de 5


Sobre a autora:

Cecelia Ahern é irlandesa e formou-se em Jornalismo e Meios de Comunicação. Aos 21 anos escreveu seu primeiro romance, P.S. Eu te Amo, que se tornou best-seller imediatamente e foi adaptado para o cinema — assim como Simplesmente Acontece. A Lista, O Presente, O Livro do Amanhã e A Vez da Minha Vida também são best-sellers em todo o mundo. As obras de Cecelia Ahern são publicadas em 46 países e já venderam, ao todo, mais de 13 milhões de cópias. Ela vive em Dublin com sua família.



18 de jan. de 2017

Borbofante (Angela Leite de Souza)

Título: Borbofante
Autor: Angela Leite de Souza
Ano: 2014
Edição: 1
Páginas: 38
Idioma: português 
Editora: Paulinas
Sinopse: Luiza e Letícia, duas borboletas jovens, discutiam a respeito da vida entediante que levavam, quando se encontraram com Vítor, um elefante sensível, talvez com alma de borboleta, pois seu maior sonho era voar. Conversa vai, conversa vem, os três já perto do lago, observando outros animais, sentiram um tremor na terra, seguido por um tufão. Naquela catástrofe, ninguém viu ninguém. Silêncio. Mais tarde, já na calmaria, Bobolu, Bobolê e Borbofante se encontraram novamente. Cada um mais radiante que o outro e Vítor, o Borbofante, agora voando, como sempre sonhou. Uma história literária, divertida, jovial e com uma linguagem descolada. 


Terminado em 17 de janeiro de 2017 (livro 1).

"Borbofante" conta a história de um elefante e duas borboletas, que eram melhores amigos. O elefante tinha o sonho de voar como uma borboleta e as borboletas reclamavam da rotina.
Certo.
Vamos começar pela capa.


Que coisa mais linda! O fundo é liso, a tromba do elefante é texturizada e as borboletas têm verniz localizado. Linda mesmo!

Então, vêm as ilustrações de Odilon Moraes.


Os desenhos têm um estilo meio sketch, meio realista (lembrando que não entendo nada disso)... São lindos demais! Mesmo!

O texto de Angela Leite de Souza é de uma delicadeza que dá até gosto! Os personagens falam de maneira descolada e com características específicas. Eles têm até jargão. A história é uma graça e Angela fala da morte com visão uma otimista e esperançosa.


"Borbofante" é uma maneira bem bacana de mostrar à criança que tudo na Terra chega ao fim, mas que o que vem depois pode nos fazer muito feliz também. :)

Nota 5 de 5


Sobre a autora:

Angela Leite de Souza nasceu e vive atualmente, com seu marido e seus três filhos, em Belo Horizonte. Mas morou boa parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde se formou em Comunicação. Trabalhou durante muitos anos como jornalista, porém, foi se dedicando cada vez mais a escrever e ilustrar livros - até agora são cerca de 60 títulos publicados. Vem criando uma obra voltada principalmente para o público infantojuvenil, área da literatura em que fez especialização. Todos esses livros têm proporcionado muitas alegrias, mas foi com Estas muitas Minas, coletânea de poemas para adultos, que recebeu o maior prêmio da sua carreira, o Casa de las Américas de Literatura Brasileira, concedido pelo governo de Cuba, em 1997 


9 de jan. de 2017

[A Lu Soube] Conheça os livros mais vendidos em 2016 na Saraiva

Confira na lista compilada pela Saraiva os livros mais vendidos de 2016. Os títulos que já li (e resenhei) estão com link para o post daqui do blog. :)


Livros impressos:

1º - "Como Eu Era Antes de Você", Jojo Moyes, Intrínseca
2º - "Depois de Você", Jojo Moyes, Intrínseca
3º - "Ruah - Quebrando Os Paradigmas de que Gordura é Saúde e Magreza é Doença", Padre Marcelo Rossi, Editora Globo
4º - "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada", J. K. Rowling, Rocco
5º - "Diário de Larissa Manoela", Larissa Manoela, HarperCollins
6º - "Authenticgames - Vivendo Uma Vida Autêntica", Authenticgames, Editora Alto Astral
7º - "Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século", Augusto Cury, Editora Saraiva
8º - "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", de Ramsom Riggs, Leya Brasil
9º - "Segredos da Bel Para Meninas", Bel, Editora Gente
10º - "O Pequeno Príncipe - 51ª Ed. 2015", Antoine de Saint-exupéry, Ediouro


Livros digitais:

1º - "Como Eu Era Antes de Você", Jojo Moyes, Intrínseca
2º - "Depois de Você", Jojo Moyes, Intrínseca
3º - "A Última Carta de Amor", Jojo Moyes, Intrínseca
4º - "Uma Noite Perfeita", Andre Bella, Novo Conceito
5º - "Todo Seu", Sylvia Day, Paralela
6º - "O Poder do Hábito", Charles Duhigg, Objetiva
7º - "50 Coisas que Você Pode Fazer para Controlar a Ansiedade", Wendy Green, Larousse do Brasil
8º - "Por que Gritamos Golpe?", diversos autores, Boitempo
9º - "Romance com o Duque", Tessa Dare, Autêntica
10º - "A Garota do Trem", Paula Hawkins, Record


5 de jan. de 2017

[A Tati Leu] Nada mais a perder (Jojo Moyes)

Título: Nada mais a perder
Autora: Jojo Moyes
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 400
Idioma: português
Editora: Intrínseca
Sinopse: Na juventude, Henri Lachapelle foi um cavaleiro de raro talento, entre os poucos admitidos na academia de elite do hipismo francês, o Le Cadre Noir. Contudo, reviravoltas da vida o levaram da França a Londres, onde ele agora vive em um simples conjunto habitacional. Sem nunca abandonar o amor pela antiga carreira, aos trancos e barrancos Henri ensina a neta, Sarah, a montar o cavalo Boo, na esperança de que o talento da dupla seja o passaporte para uma vida melhor e mais digna para todos. Mas um grande golpe muda mais uma vez os planos de Henri Lachapelle, e Sarah se vê entregue à própria sorte, lutando para, além de sobreviver, cuidar de Boo e manter os treinamentos.
Natasha é uma advogada especializada em representar crianças e adolescentes envolvidos com crimes ou em situação de risco. Abalada emocionalmente e em dúvidas quanto a seu futuro profissional depois de um caso terrível, Natasha ainda tem de lidar com as feridas do fim de seu casamento. Um fim, diga-se de passagem, bem inusitado, já que ela se vê forçada a morar com o charmoso futuro ex-marido enquanto esperam a venda da casa da família.
Quando Sarah cruza o caminho de Natasha, a advogada vê na menina a oportunidade de colocar a vida de volta nos trilhos e decide abrigar a adolescente sob o próprio teto. O que ela não sabe é que Sarah guarda um grande segredo que lhes trará sérias consequências.
Repleto de personagens cativantes e verossímeis, “Nada mais a perder” é um romance emocionante e original, que mostra que às vezes nossa única opção é ter coragem, pois não há mais como voltar atrás, e que o apoio de que precisamos nesses momentos pode estar onde menos se espera. 



Terminado em 22 de dezembro de 2016.

Dizer que um livro de Jojo é bom já é praticamente redundância, mas confesso que comecei a ler este com o nariz um pouco torcido, porque não sou muito fã de obras que trazem animais sendo “usados” por humanos, e parte da história de “Nada mais a perder” gira em torno do treinamento de um cavalo para apresentações artísticas. Não entendo nada de hipismo, nem de adestramento, então não posso realmente falar sobre o tipo de relacionamento desenvolvido entre cavalos e humanos, mas, ao menos no livro, há sentimentos muito fortes entre Sarah, neta prodígio de um ex-astro do hipismo, e Boo, seu cavalo.


O livro começa contando a história de Henri Lachapelle, um talentoso cavaleiro francês, com um futuro brilhante à sua frente, e de como ele acabou na Inglaterra, sem muito dinheiro, viúvo e com uma neta – Sarah – para criar sozinho. Em Sarah, ele vê a oportunidade de concretizar os sonhos que não conseguiu alcançar, então dedica-se a ensinar-lhe tudo o que sabe na esperança de que seu talento no hipismo possa garantir-lhe um futuro melhor.

A vida de Sarah cruza-se com a de Natasha quando, por conta de um derrame, Henri acaba internado no hospital, e a adolescente, com apenas 14 anos, vê-se sozinha e obrigada a encontrar um meio de sobreviver e ainda manter o cavalo que tanto ama.



Natasha é uma ótima advogada às voltas com seus próprios dilemas: um caso problemático no trabalho a deixou desestabilizada, e Mac, seu quase ex-marido charmoso, pelo qual ainda se sente atraída, está de volta à sua vida, disposto a oficializar o divórcio e a resolver todas as pendências que ainda os ligam.

O destino de alguma forma as une, e, embora ambas hesitem em confiar uma na outra, Natasha decide abrigar a garota temporariamente. Sarah, por conta das muitas perdas que já sofreu, cria um escudo, fecha-se cada dia mais e adota comportamentos que Natasha não compreende; Natasha, por sua vez, duvida de sua própria capacidade de ser mãe e, entre os conflitos do trabalho e do fim do casamento, não encontra meios de chegar até a garota.


Tudo no livro é ótimo: a capa é linda; a narrativa é deliciosa; o enredo é profundo e emocionante; os personagens são incríveis. O que mais me encantou é o quanto a história é verossímil e o quanto Sarah, Natasha e Mac são humanos e reais, com suas particularidades, qualidades específicas, mas também defeitos e dificuldades, com os quais facilmente nos identificamos. Mac, aliás, é um fofo, simplesmente encantador, e é impossível ler o livro e não torcer para que Natasha caia de uma vez em seus braços, cantando aquela parte da música do The Chainsmokers:

You, look as good as the day I met you
I forget just why I left you
I was insane

Infelizmente, ela lembra muito bem, obrigada, por que se separaram e precisa enfrentar seus próprios fantasmas antes de ser capaz de decidir o desfecho de seu próprio casamento.

O livro é lindo, emocionante, profundo e garante muita emoção, bons suspiros e – pelo menos no meu caso – algumas lágrimas, e acompanhar os dramas tão distintos de Henri, Sarah, Mac e Natasha definitivamente vale muito a pena. Não é só uma história de amor entre um casal, embora esse tipo de amor também esteja lá: é uma história riquíssima de amor em seu formato mais puro, doação, dedicação, amadurecimento, superação, confiança, fé e coragem. 

Nota 5 de 5


Sobre a autora:

Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Trabalhou como jornalista por dez anos, nove deles no jornal The Independent, de onde saiu em 2002 para se dedicar integralmente à carreira de escritora.
É autora de mais de dez livros, entre eles A última carta de amor, Como eu era antes de você, A garota que você deixou para trás e Um mais um, publicados pela Intrínseca. Como eu era antes de você, seu romance de maior sucesso, vendeu mais de oito milhões de exemplares em todo o mundo, ocupou o topo da lista de mais vendidos em nove países e foi adaptado para o cinema, com Sam Claflin (Jogos vorazes) e Emilia Clarke (Game of Thrones).
Uma das poucas escritoras no mundo a ter emplacado três livros ao mesmo tempo na lista de mais vendidos do The New York Times, Jojo mora em Essex com o marido e os três filhos.


 

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