24 de set. de 2015

O Tempo Entre Costuras (María Dueñas)

Título: O Tempo Entre Costuras
Ano: 2010
Edição: 1
Páginas: 408
Idioma: português 
Editora: Planeta do Brasil
Sinopse: Poucos meses antes da guerra eclodir na Espanha, Sira troca sua pacata rotina em Madri pelo desconhecido Marrocos, seguindo uma avassaladora paixão. Ela e seu amado Ramiro, um aventureiro em busca de dinheiro, vivem momentos de romance, glamour e futilidade. Mas o sonho vivido por ela acaba quando, de uma hora para outra, é abandonada.
Sira Quiroga é a encantadora costureira que protagoniza esta aventura. Um dia, Sira se apaixona loucamente e parte de Madri para o romântico Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Porém, se transforma uma vez mais para mergulhar, durante a Segunda Guerra Mundial, em um novo mundo, agora repleto de espiões, impostores e fugitivos.

O Tempo Entre Costuras (María Dueñas)

Terminado em 24 de setembro de 2015.

Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Estou completamente apaixonada!
O Tempo Entre Costuras causou em mim o mesmo efeito que Quem Eu Era Antes de Você, de Jojo Moyes, ou que A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón. Aliás, María Dueñas | Oficial tem o dom do suspense exatamente como Zafón. Os livros deles começam normais e vão crescendo, crescendo, crescendo, até que fica impossível largar a história, de tão envolvidos que estamos. Sabe aquele tipo de livro que, a todo final de capítulo, dá uma vontade louca de começar o próximo? Li as quase 500 páginas em tempo recorde (lembrando que só leio um pouquinho antes de dormir): menos de uma semana. Fiquei impressionada com a construção dos personagens. Tão reais que nem de longe parecem fictícios.
Bom, o livro é a história de uma costureira humilde da Madri pré guerra civil (1936-1939), que se apaixona loucamente e se envolve em várias situações ilícitas, é obrigada a deixar a Espanha, sofre um golpe desgraçado, tem sua inocência triturada e, finalmente, torna-se uma mulher incrível que vive aventuras inimagináveis durante a Segunda Guerra Mundial, em um novo mundo repleto de espiões, impostores e fugitivos.
Eu me apaixonei por Sira Quiroga - daria tudo pra ser amiga dela. Hahaha. Este é um dos melhores romances que já li, sem dúvidas.

E não à toa, O Tempo Entre Costuras virou novela na Espanha. :D
Aqui o trailer (ALERTA DE SPOILER):

 

Nota 5 de 5

13 de set. de 2015

A Escolha de Yasmeena (Jean Sasson)

Título: A Escolha de Yasmeena
Autor: Jean Sasson
Ano: 2015
Edição: 1
Páginas: 256
Idioma: português 
Editora: BestSeller
Sinopse: A história real de guerra, estupro, coragem e resistência de uma libanesa durante a invasão do Kuwait pelo Iraque.
Em um relato emocionante, Jean Sasson compartilha com o mundo a história real de Yasmeena, uma linda e corajosa comissária de bordo libanesa. Quando Saddam Hussein invade o Kuwait, atrasando o voo de Yasmeena, soldados iraquianos levam-na à prisão feminina, onde suas memórias trazem à tona impiedosos ataques sexuais, incansáveis torturas e um desolador cenário sociopolítico. Em A escolha de Yasmeena, o leitor terá acesso à angustiante realidade de ser a favorita do Capitão da prisão e proteger sua amiga, Lana, de um brutal estuprador. Neste enredo instigante, percorra junto de Sasson o momento da fuga destemida e o encontro, em refúgio, com a paz.

A Escolha de Yasmeena (Jean Sasson)

Terminado em 13 de setembro de 2015.

Novo livro de Jean Sasson, lançado este ano no Brasil.
A história (real) aconteceu em 1990, quando o Kwait foi invadido pelas tropas do Iraque. A autora disse que, apesar de ter colhido o depoimento naquela época, achou melhor não publicá-lo para proteger a personagem.
Yasmeena, uma libanesa de 23 anos, bonita, inteligente, estudada, que caiu nas mãos dos soldados iraquianos e tornou-se escrava sexual.
O livro narra todas as violências que Yasmeena e a kuwaitiana Lana, de 16 anos, sofreram na prisão. Estupros diários, brutais e surreais, por homens escrotos de mentes doentias.
Os fatos são chocantes e muito tristes, mas a vontade de sobreviver e a inteligência (para manipular a situação) de Yasmeena são impressionantes.

Jean Sasson foi uma das primeiras escritoras que fizeram com que eu me apaixonasse por histórias de mulheres árabes, desde que li "Princesa", lá pelos meus 19 anos. Foi minha autora favorita por muitos anos, mas hoje, já não a tenho no topo da lista. Ainda assim, gosto muito de suas obras -- são do tipo "só mais um capítulo! Só mais um!" :)

Nota 4 de 5

11 de set. de 2015

Nômade (Ayaan Hirsi Ali)

Título: Nômade
Ano: 2011
Edição: 1
Páginas: 392
Idioma: português 
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Ayaan Hirsi Ali atraiu atenção mundial com o livro de memórias Infiel, que ficou 31 semanas na lista de best-sellers do New York Times e conta sua infância e adolescência na Somália, na Arábia Saudita, na Etiópia e no Quênia sob o rigor do islamismo, até chegar à Holanda, onde se tornou uma das principais críticas do islã e defensora dos direitos das mulheres. Agora, em Nômade, ela narra sua mudança para os Estados Unidos em busca de uma nova vida, longe dos islamitas europeus que a ameaçaram de morte.
Nesta história da transição da vida tribal à cidadania plena em uma democracia ocidental, Ayaan relata as reviravoltas em sua vida após o rompimento com a família, que a renegou quando ela renunciou ao islã depois do Onze de Setembro. De forma comovente, a escritora somali relata sua reconciliação com a mãe e os primos, e com o pai no leito de morte.
Nômade é o retrato de uma família dilacerada pelo choque de civilizações, mas também é um relato sensível, otimista e muitas vezes divertido da descoberta dos Estados Unidos por uma mulher que teme que o país esteja repetindo o erro europeu de subestimar o islã radical. Ayaan convoca instituições ocidentais - como o movimento feminista e as igrejas cristãs - a pôr em prática ações para ajudar outros imigrantes muçulmanos a superar os obstáculos que ela vivenciou em sua assimilação à sociedade ocidental e a resistir à sedução do fundamentalismo.
Uma celebração da liberdade de expressão e dos valores democráticos, o mais recente livro de Ayaan Hirsi Ali representa o amadurecimento intelectual da escritora. É também uma importante contribuição para a história das ideias e, acima de tudo, um chamado à ação.

Nômade (Ayaan Hirsi Ali)

Terminado em 11 de setembro de 2015.

Bom, vamos lá...
Ayaan é uma das mulheres que mais admiro no mundo, mesmo não concordando com tudo o que ela representa. Para quem não a conhece, ela nasceu na Somália, pertenceu a um clã tribal muçulmano, sofreu mutilação genital, tornou-se refugiada, abandonou o país (e a família), disse não a um casamento forçado e partiu sozinha para a Holanda, onde estudou, se formou e deu início a uma carreira política.
Ayaan é autora de quatro livros -- todos sobre sua história. Eu li "Infiel" (o terceiro), em 2012, e fiquei completamente apaixonada por ela. Não só por sua determinação, mas pela maneira com que escreve e expõe suas opiniões. Foi um livro que me deixou de boca aberta e um tanto quanto chocada.
Então, terminei "Nômade" hoje. Na verdade, apesar de saber que seria mais um relato sobre sua vida, eu esperava que o livro tivesse outro foco -- o foco em suas mudanças. Sim, ela fala de suas andanças pelo mundo, de sua família, de seus costumes, mas cai novamente na crítica insana ao Islã. É óbvio que isso faz parte dela e do propósito do ativismo de Ayaan (ela luta para que as mulheres muçulmanas sejam livres), mas são muitas, muitas páginas dedicadas a destruir os seguidores da religião de Alá. No fim, o título do livro só serve para os primeiros capítulos. Do meio para o final, o livro poderia ter sido encaixado na outra obra, "Infiel".
Eu concordo com muitas opiniões de Ayaan (e discordo de muitas outras), mas morro de medo de admiti-las em público. Ela é realmente muito corajosa. Até acho curioso ela ser ateia assumida e insistir na tecla de que a Igreja Católica precisa tomar uma atitude para impedir a perpetuação do Islã. Ela acredita que só a Igreja, com seu Deus bom e generoso, é capaz de converter os seguidores de um Deus que castiga e pune como é o Deus do povo árabe. Parece loucura ela defender o fim de uma religião por (parecer) generalizá-la como violenta, mas, no contexto, faz todo o sentido. Ela pede também que as feministas do Ocidente parem de se preocupar com -- segundo ela -- bobagens em meio a tanto progresso e passem a levantar a bandeira contra a mutilação genital feminina, o casamento infantil e os maus tratos que as muçulmanas sofrem.
Ayaan parece uma pessoa muito radical e, às vezes, passa certa arrogância ao expor suas ideias, mas ela se sente no direito de dizer o que quer de seu povo, de sua cor e de seus costumes, porque, de fato, vivencia tudo isso. E, no fundo, acho que ela tá é certa.

Nota 5 de 5

10 de set. de 2015

Para Ser Escritor (Charles Kiefer)

Título: Para Ser Escritor
Autor: Charles Kiefer
Ano: 2010
Edição: 1
Páginas: 160
Idioma: português 
Editora: LeYa Brasil
Sinopse: Ninguém nasce escritor, torna-se escritor, afirma o autor neste livro de textos rápidos, mas consistentes. Escritor consagrado, publicado também na França e em Portugal, Charles Kiefer possui mais de 30 títulos, alguns com dezenas de reimpressões. Recebeu prêmios importantes, como o Afonso Arinos, da ABL, e o Jabuti, da CBL. Além de tudo isso, é, também, professor. E, nos últimos 25 anos, tem ensinado a arte da escrita a milhares de pessoas. Nesta obra, as variadas facetas do processo criativo, os mecanismos de funcionamento do sistema literário, os problemas éticos e sociais da vida autoral são discutidos com rigor e ternura, repetindo na escrita a forma de atuação do escritor-professor em sala de aula. Se você deseja conhecer melhor o universo da escrita, ou se tem, também, pretensões literárias, não pode deixar de ler esta obra.

Para Ser Escritor (Charles Kiefer)


Terminado em 10 de setembro de 2015.

Ah, o problema das expectativas... O que você espera quando lê este título e a sinopse deste livro? Que o autor, que é (óbvio) escritor e professor da Faculdade de Letras, lhe dará umas boas dicas para escrever, certo? Então... Não é nada disso. Eu não entendi o propósito deste livro (muito menos dessa capa). Os capítulos não têm nada a ver uns com os outros -- são absolutamente aleatórios. "Para ser escritor" parece um blog no papel. Ele fala sobre literatura, sim, mas muito mais sobre política, curiosidades, casos que não se relacionam em nada com o tema. A vantagem é que Kiefer é ótimo escritor e -- como não poderiam deixar de ser -- os textos são bons.

Nota 2 de 5
 

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