11 de jan. de 2016

Passageiro do Fim do Dia (Rubens Figueiredo)

Título: Passageiro do Fim do Dia
Autor: Rubens Figueiredo
Ano: 2010
Edição: 1
Páginas: 197
Idioma: português 
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora - uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, namorada de Pedro: faz algum tempo que ele passa os fins de semana com ela.
De radinho no ouvido, lendo a intervalos, observando o que se passa dentro do ônibus e fora nas ruas, Pedro, sem se dar conta, costura as ideias. Ao fim da viagem ele não será mais o mesmo: o que vê e pensa durante o trajeto, os fatos de sua vida, seus afetos, o mundo em que está imerso, tudo reunido terá formado um novo conhecimento, mais profundo e mais crítico, mas que nem por isso o deixará desprotegido numa sociedade em que parece não haver como fugir de um destino opressivo.
O passageiro do fim do dia não deixa dúvida sobre a importância de Rubens Figueiredo no cenário literário contemporâneo no Brasil.

Passageiro do Fim do Dia (Rubens Figueiredo)


Terminado em 8 de janeiro de 2016.

Eu achei que este seria um bom livro por ter lido tantas resenhas positivas no Skoob, mas me decepcionei muito. Primeiro porque não há divisão de capítulos, o que torna a obra absolutamente cansativa. Segundo porque não há uma trama: é uma mistureba de pensamentos jogados no papel. A "história" é sobre um cara que toma um ônibus lotado no fim do dia e vai lembrando de casos e acasos de sua vida, enquanto lê um livro e repara nas expressões (caricatas) dos passageiros ao seu redor. Passageiro do Fim do Dia me lembrou um dos livros mais chatos que já li, O Irmão Alemão, de Chico Buarque - mil coisas narradas como se o autor só quisesse encher linguiça. Passei a leitura toda esperando que alguma coisa acontecesse e que a história se desenrolasse. Mas nada acontece.
Cabe ressaltar o exagero das descrições, no melhor estilo Paulo Coelho, para forçar o leitor a imaginar tudo exatamente como o autor imaginou: "fulano tinha a nuca curta, com uma pinta próxima à orelha, o suor escorrendo pela costeleta, vestido com uma jaqueta azul por cima de uma camiseta branca e uma calça jeans, surrada, com um rasgo no joelho...". Muito monótono. Achei péssimo.

Nota 1 de 5

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