Título: Viagem à Palestina - Prisão a céu aberto
Autor: Adriana Mabilia
Edição: 1
Ano: 2013
Páginas: 224
Idioma: português
Editora: Civilização Brasileira
Sinopse: Viagem à Palestina é uma fascinante reflexão política de alguém que viveu bem de perto a realidade dos conflitos na região, sem estereótipos. O texto traz o equilíbrio perfeito entre o sentimento diante do inusitado e a perplexidade que desperta o medo. Uma reportagem que levanta as mudanças da vida do cidadão palestino obrigado a viver com a ocupação militar. A autora destaca a importância do papel da mulher palestina, que além da violência natural do conflito, ainda enfrenta o desemprego, a pobreza e a distância do marido, que luta no pelotão de resistência.
Terminado em 01 de janeiro de 2015.
"Viagem à Palestina" tem uma narrativa um pouco amadora, parece o livro que escrevi em 2007, quando eu tinha 23 anos. Jornalista que escreve para retratar a vida alheia mas acaba falando tanto de si que muda o foco? Fiz isso no meu livro também. Mas quando a gente sai da faculdade de jornalismo acha que assim humaniza ainda mais as histórias. Enfim, não importa. O que importa neste livro é o conteúdo maravilhoso. Maravilhoso porque é uma grande aula sobre o conflito Israel X Palestina. Um grande tapa na cara de tudo o que vemos na imprensa brasileira sobre o tema. Eu gostaria muito, muito mesmo, que quando alguém viesse discutir comigo sobre isso, viesse com uma bagagem maior, com conhecimento sobre o outro lado da história. O que vemos aqui é um lado que ataca porque foi atacado, mas ninguém imagina o que é ser expulso da casa que foi comprada com tanto suor, que deve ser derrubada por um trator para a construção de um muro. Ninguém imagina o que é ser enviado para um campo de refugiados e viver em uma prisão a céu aberto pelo resto da vida. Ninguém imagina o que é ir para a prisão sem motivo algum, tirado de casa a força pelos militares só porque eles acreditam que um dia você poderá causar algum conflito. Ninguém imagina o que é ser preso e deixar seu bebê de dois anos sozinho em casa. Ninguém imagina o que é ser separado dos parentes e proibido de visitá-los até no Natal. Ninguém imagina o que é ser isolado do mundo e proibido de sair da região que foi delimitada por alguém que simplesmente invadiu o seu espaço, por alguém que tomou mais de 40% da sua terra. Ninguém imagina o que é viver em apenas 11% de um espaço que foi seu por direito (e por determinação da ONU). Ninguém imagina o que é abrir a janela de casa e dar de cara com um muro de 8 metros de altura de puro concreto, a apenas um metro de distância. Ninguém imagina o que é ter de viver sem emprego, sem comida, sem atendimento médico, sem dinheiro, sem energia elétrica (cortada pelo outro lado), sem água (racionada pelo outro lado) e sem terra fértil para o próprio sustento. O que vemos aqui é só gente revoltada, terrorista e violenta, que bombardeia sem motivo (!!!). Mas não vou mais me prolongar. Leiam o livro. É super curtinho, tem apenas 224 páginas. E, quando terminarem, não deixem de me contar o que acharam.
Nota 4 de 5

Terminado em 01 de janeiro de 2015.
"Viagem à Palestina" tem uma narrativa um pouco amadora, parece o livro que escrevi em 2007, quando eu tinha 23 anos. Jornalista que escreve para retratar a vida alheia mas acaba falando tanto de si que muda o foco? Fiz isso no meu livro também. Mas quando a gente sai da faculdade de jornalismo acha que assim humaniza ainda mais as histórias. Enfim, não importa. O que importa neste livro é o conteúdo maravilhoso. Maravilhoso porque é uma grande aula sobre o conflito Israel X Palestina. Um grande tapa na cara de tudo o que vemos na imprensa brasileira sobre o tema. Eu gostaria muito, muito mesmo, que quando alguém viesse discutir comigo sobre isso, viesse com uma bagagem maior, com conhecimento sobre o outro lado da história. O que vemos aqui é um lado que ataca porque foi atacado, mas ninguém imagina o que é ser expulso da casa que foi comprada com tanto suor, que deve ser derrubada por um trator para a construção de um muro. Ninguém imagina o que é ser enviado para um campo de refugiados e viver em uma prisão a céu aberto pelo resto da vida. Ninguém imagina o que é ir para a prisão sem motivo algum, tirado de casa a força pelos militares só porque eles acreditam que um dia você poderá causar algum conflito. Ninguém imagina o que é ser preso e deixar seu bebê de dois anos sozinho em casa. Ninguém imagina o que é ser separado dos parentes e proibido de visitá-los até no Natal. Ninguém imagina o que é ser isolado do mundo e proibido de sair da região que foi delimitada por alguém que simplesmente invadiu o seu espaço, por alguém que tomou mais de 40% da sua terra. Ninguém imagina o que é viver em apenas 11% de um espaço que foi seu por direito (e por determinação da ONU). Ninguém imagina o que é abrir a janela de casa e dar de cara com um muro de 8 metros de altura de puro concreto, a apenas um metro de distância. Ninguém imagina o que é ter de viver sem emprego, sem comida, sem atendimento médico, sem dinheiro, sem energia elétrica (cortada pelo outro lado), sem água (racionada pelo outro lado) e sem terra fértil para o próprio sustento. O que vemos aqui é só gente revoltada, terrorista e violenta, que bombardeia sem motivo (!!!). Mas não vou mais me prolongar. Leiam o livro. É super curtinho, tem apenas 224 páginas. E, quando terminarem, não deixem de me contar o que acharam.
Nota 4 de 5


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