5 de nov. de 2015

Pare de Acreditar no Governo (Bruno Garschagen)

Título: Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado
Autor: Bruno Garschagen
Ano: 2015
Edição: 1
Páginas: 322
Idioma: português 
Editora: Record
Sinopse: Uma obra fundamental para o momento que vive o país. Por qual razão nós brasileiros, apesar de não confiarmos nos políticos, a quem dedicamos insultos dos mais criativos e variados, pedimos que o governo intervenha sempre que surgem problemas? Por que vamos para as ruas protestar contra os políticos e ao mesmo tempo pedir mais Estado - como se este não fosse gerido pelos... políticos? Por que odiamos os políticos e amamos o Estado? Por que chegamos à condição de depender do Estado para quase tudo? Bruno Garschagen busca entender como se formou historicamente no Brasil a ideia de que cabe ao governo resolver todos ou a maioria dos problemas sociais, políticos e econômicos. De Dom João VI a Dilma Rousseff, um compromisso inabalável uniu todos os governantes, inclusive aqueles chamados (erradamente, segundo o autor) de liberais ou neoliberais: a preservação do Estado monumental e mesmo o seu crescimento. Por quê? Para responder a esse conjunto de questões, o autor vasculha a história política do Brasil desde que os portugueses aqui chegaram até os dias de hoje. Com texto brilhante, leve, bem-humorado e informativo, recorrendo também às explicações de pensadores brasileiros e portugueses, tece uma espécie de conversa entre os intelectuais que refletiram sobre a cultura política do Brasil para narrar a história de um país cuja formação cultural se confunde com a onipresença da burocracia nacional.

Pare de Acreditar no Governo (Bruno Garschagen)

Terminado em 5 de novembro de 2015.

Que livro maravilhoso, minha gente!

Ele narra toda a história política do Brasil, de João VI ao segundo mandato de Dilma, e explica como surgiu no país a ideia de que o governo é responsável por tudo. Cheio de bom humor, com ótimas tiradas, o livro explica porque nós, apesar de não confiarmos nos políticos, pedimos que o governo intervenha sempre que surgem problemas.
"[...] não confiamos nos políticos, não confiamos nas instituições políticas, não confiamos no governo, mas, ao mesmo tempo, queremos mais Estado. Contraditoriamente, pedimos mais intervenção mesmo sem confiar naqueles que integram o poder estatal. Como se o Brasil vivesse em dois planos na política: o plano da realidade e o plano da impossibilidade, que só existe na imaginação de uma parcela significativa da população que faz questão de se iludir em momentos de necessidade — ou de interesse circunstancial".

"Pare de acreditar no governo" abriu minha cabeça para a ideia que eu tinha de que tudo é obrigação do governo. Não é. Não deveria ser. Nenhuma nação cresce com um Estado-babá.

Aprendi mais sobre a ditadura militar (e até dá pra compreender os que clamam por sua volta), sobre o governo FHC e sobre as malandragens deslavadas do PT desde sua fundação.

"Dilma foi além e certamente encheu de orgulho seu mentor Lula. Diante dos índices econômicos desoladores, ignorou o que havia prometido e transformou a gestão do país numa aventura fadada ao fracasso. Mas manteve um vigoroso discurso “social”, incitou a luta de classes (inclusive no episódio das vaias na Copa do Mundo de futebol) e transferiu as responsabilidades dos insucessos de seu governo para as maléficas elites brancas. Dilma, como sabido, é preta e pobre". (Hahahahah)

Sobre a educação nas mãos do governo, a doutrinação é inevitável. "[...] de nada adianta seguirmos a sugestão da Pesquisa Social Brasileira, de que, para mudar a mentalidade estatista, será preciso escolarizar a população, se antes não tomarmos as rédeas da educação de nossos filhos em vez de entregá-las a professores cuja cabeça foi formada pelo Estado na universidade controlada pelo governo, que define inclusive o currículo. Isso inclui estar atento para impedir que os militantes disfarçados de professores continuem a doutrinar os estudantes dos ensinos fundamental, médio e universitário".

O livro mudou algumas ideias que eu tinha e foi uma grande aula de História. Acho que eu não marcava um livro como marquei este desde a época da faculdade. Bom demais, super recomendo!

Nota 5 de 5

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