5 de jun. de 2016

Mil Dias de Solidão (Cláudio Humberto Rosa e Silva)

Título: Mil Dias de Solidão - Collor Bateu e Levou
Autor: Cláudio Humberto Rosa e Silva
Ano: 1993
Edição: 2
Páginas: 399
Idioma: Português
Editora: Geração Editorial
Sinopse: Os bastidores da República das Alagoas. História secreta do homem com alma de príncipe, jeito de rei e vontade de ser monarca absoluto. Trajetória de glória e humilhação. A tragédia humana, familiar e política do homem que teve 35 milhões de votos e perdeu o poder.


Terminado em 2 de junho de 2016 (livro 32)

O livro Mil Dias de Solidão foi publicado no ano de 1993, ou seja, logo que Fernando Collor saiu da presidência. Por isso, todos os acontecimentos estavam muito frescos na memória do brasileiro. Ler este livro hoje não é tão fácil: precisei conferir nomes e datas diversas vezes por não saber de quem e do que Cláudio Humberto Rosa e Silva tratava.

Imagino que aconteça o mesmo daqui a alguns anos, quando lerem sobre Mensalão ou Lava-jato -- hoje sabemos o que está acontecendo, mas a próxima geração pode não estar tão familiarizada com tudo isso. Eu era criança quando Collor chegou ao poder e lembro-me vagamento de alguns episódios. Para entender por completo toda a trama que envolveu o governo do início dos anos 90, eu preciso de um livro mais histórico.

Mil Dias de Solidão me aproximou do ex-presidente e até despertou em mim certa compaixão. Eu nunca tinha parado para pensar nos sentimentos (bons ou ruins) do homem que fez história ao sofrer impeachment, mas este livro me fez conhecer um lado de Collor que eu -- e acho que ninguém, assim de longe -- conhecia. Se é tudo verdade ou não eu já não sei.

Uma foto publicada por Luciana Sabbag 💋 (@lucianasabbag) em

Mil Dias de Solidão tem muitos altos e baixos: alguns capítulos são absolutamente bons e outros são extremamente cansativos. Vivi uma relação de amor e ódio o tempo todo durante a leitura destas 399 páginas. Mas, por fim, eu gostei. Acho que valeu muito conhecer os bastidores da evolução desse cara qualquer, que cresceu, cresceu e chegou ao cargo máximo que poderia chegar, de maneira tão despretensiosa (ao menos foi o que pareceu).

A edição (segunda, de 1993) é linda (tem capa dura coberta por capa comum), mas é cheia de erros de digitação. Imagino que o revisor estava com muita pressa.



Nota 4 de 5




Sobre o autor:


Cláudio Humberto Rosa e Silva (nascido em Alagoas) é jornalista. Trabalhou como assessor de imprensa de Fernando Collor de Mello desde 1986, tornando-se seu porta-voz quando assumiu a presidência. Após o impeachment de Collor, Cláudio Humberto desligou-se do político e escreveu o livro Mil Dias de Solidão, onde relatava o que ocorreu durante o governo do ex-presidente. Desde 1998, publica um blog sobre política. Em 2001, Cláudio Humberto lançou o livro Poder sem pudor, com ilustrações de Osvaldo Pavanelli.

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