Título: A Irmã de Freud
Autor: Goce Smilevski
Ano: 2013
Edição: 1
Edição: 1
Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Bertrand Brasil
Sinopse: Teria Sigmund Freud sido responsável pela morte de sua irmã em um campo de concentração nazista? Vencedor do Prêmio da União Europeia para a Literatura, A irmã de Freud, quando lançado, chocou os leitores, que se perguntavam se a história criada por Goce Smilevski seria verdade. Apesar de ser ficção, a premissa da obra é verdadeira: Freud fugiu da Áustria em plena ascensão nazista deixando quatro irmãs para trás. Todas morreram em campos de concentração.
Na Viena ocupada pelos nazistas, Sigmund Freud recebeu o direito de fugir para o exterior levando consigo alguns entes queridos. Na lista do fundador da psicanálise, entram a mulher, os filhos, a cunhada, duas assistentes, o médico pessoal com sua família e até o cachorro, mas não quatro irmãs idosas: Marie, Rosa, Pauline e Adolfine. É a voz desta última, deportada para o campo de concentração de Terezín, que relembra com dolorosa mágoa o episódio.
Smilevski narra, com maestria, a trajetória da família do famoso Freud, com destaque, obviamente à narradora. Por meio de Adolfine, o leitor descobre a intimidade do famoso psiquiatra, suas fraquezas e como ele se relacionava com os parentes. Além disso, mostra a vida miserável que ela própria teve. Há também um intenso debate de teorias psicanalíticas, mostrando como elas não eram seguidas pelo próprio criador.
Um dos principais temas tratados na obra é a loucura, que culmina com uma inteligente discussão entre os dois protagonistas a respeito da felicidade e do sentido da vida.
Terminado em 15 de julho de 2015.
Três fatores me fazem escolher um livro: o nome, a capa ou o autor. Nunca a história. Eu prefiro não saber sobre o que vou ler para não criar expectativa e para não me decepcionar. Também não gosto de spoiler - e quantas sinopses têm spoiler! Este eu escolhi pela capa. Eu não fazia ideia de qual era o tema do livro e fui lendo, fui lendo... e, a princípio achei que fosse uma história sobre uma judia num campo de concentração. Quase o abandonei no primeiro capítulo. Mas o livro vai muito além disso.
É um livro sobre vida e morte. Muita morte, muita tragédia, muita dor. Um livro sobre loucura, normalidade e sofrimento. Um livro sobre egoísmo e arrogância.
No fim, A Irmã de Freud me surpreendeu. Um livro que tanto me incomodou, mas do qual não consegui me desprender. Um texto tantas vezes pedante e tantas vezes apaixonante.
Ainda estou digerindo o que li. Não sei se amei. Só sei que me surpreendi.
Nota 4 de 5
Na Viena ocupada pelos nazistas, Sigmund Freud recebeu o direito de fugir para o exterior levando consigo alguns entes queridos. Na lista do fundador da psicanálise, entram a mulher, os filhos, a cunhada, duas assistentes, o médico pessoal com sua família e até o cachorro, mas não quatro irmãs idosas: Marie, Rosa, Pauline e Adolfine. É a voz desta última, deportada para o campo de concentração de Terezín, que relembra com dolorosa mágoa o episódio.
Smilevski narra, com maestria, a trajetória da família do famoso Freud, com destaque, obviamente à narradora. Por meio de Adolfine, o leitor descobre a intimidade do famoso psiquiatra, suas fraquezas e como ele se relacionava com os parentes. Além disso, mostra a vida miserável que ela própria teve. Há também um intenso debate de teorias psicanalíticas, mostrando como elas não eram seguidas pelo próprio criador.
Um dos principais temas tratados na obra é a loucura, que culmina com uma inteligente discussão entre os dois protagonistas a respeito da felicidade e do sentido da vida.

Terminado em 15 de julho de 2015.
Três fatores me fazem escolher um livro: o nome, a capa ou o autor. Nunca a história. Eu prefiro não saber sobre o que vou ler para não criar expectativa e para não me decepcionar. Também não gosto de spoiler - e quantas sinopses têm spoiler! Este eu escolhi pela capa. Eu não fazia ideia de qual era o tema do livro e fui lendo, fui lendo... e, a princípio achei que fosse uma história sobre uma judia num campo de concentração. Quase o abandonei no primeiro capítulo. Mas o livro vai muito além disso.
É um livro sobre vida e morte. Muita morte, muita tragédia, muita dor. Um livro sobre loucura, normalidade e sofrimento. Um livro sobre egoísmo e arrogância.
No fim, A Irmã de Freud me surpreendeu. Um livro que tanto me incomodou, mas do qual não consegui me desprender. Um texto tantas vezes pedante e tantas vezes apaixonante.
Ainda estou digerindo o que li. Não sei se amei. Só sei que me surpreendi.
Nota 4 de 5


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