22 de nov. de 2016

Loney (Andrew Michael Hurley)

Título: Loney
Autor: Andrew Michael Hurley
Ano: 2016
Edição: 1
Páginas: 304
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
Sinopse: Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.
À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.
O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.
Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês. 


Terminado em 19 de novembro de 2016 (livro 53)

Uma capa tão bonita, uma edição tão sofisticada (de capa dura), um "auê" enorme em cima de um livro que até site próprio tem... E um texto tão chato! Como pode? Mas é chato demaaaaaaaaaais! Arrastado, monótono, sem propósito... Chato mesmo! Que decepção!

Primeiro que, como não leio sinopses, demorei horrores para entender o enredo. Sei que, na centésima página, nada tinha acontecido (e eu ainda não tinha entendido porquê o cara estava narrando tantos fatos aleatórios). Como eu sou teimosa, eu sempre leio um livro até o fim, mesmo que seja puro sofrimento. Na minha cabeça, eu preciso dar uma chance ao autor – e não acho justo criticar uma obra sem conhecê-la por completo. Então, insisti e continuei.

Quando cheguei à página 138, comentei em meu histórico de leitura: "Opa! Parece que a história vai começar!". Parecia que algo muito interessante estava para acontecer e finalmente o suspense incrível do livro chegaria. Ledo engano. Foi só um alarme falso. 

Cansei e fiquei exatos 14 dias sem pegar no livro. Quando retomei, li quarenta páginas e demorei mais um mês inteirinho para voltar a tocar no Loney. Começou a me dar agonia – eu precisava acabar e o livro não acabava nunca. Nada acontecia e os milhões de detalhes desnecessários pareciam que foram jogados no texto só para "encher linguiça".


A história não comove, não emociona... Não consegui gostar de nenhum personagem. Fora que, no final, achei que o enredo tomou os católicos por idiotas. Aí me ofende, né?

A sinopse diz que "Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público", mas eu não sei que público é esse porque nem nos vários grupos de leitores que eu estou no Facebook nem na página do livro no Skoob eu encontrei alguém que tenha gostado desse livro. Triste isso, não? Eu meio que me senti traída. A editora Intrínseca é uma das minhas favoritas, a edição é de um bom gosto extremo e o marketing que foi feito em cima do livro foi ótimo. Fiquei mesmo decepcionada. Esperava muito mais.

Nota 1 de 5
Sobre o autor:

Andrew Michael Hurley é autor de duas coletâneas de contos publicadas no Reino Unido e Loney é seu primeiro romance. Lançado originalmente em edição limitada — apenas trezentos exemplares —, o livro rompeu as fronteiras do mercado independente, recebeu resenhas elogiosas de todos os principais veículos de imprensa, conquistou o grande público e arrebatou o júri do prestigioso Costa Book Awards, rendendo a Andrew Michael Hurley o prêmio de melhor autor estreante de 2015. O autor mora em Lancashire, Inglaterra, onde leciona Literatura inglesa e Escrita criativa.

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