Título: Sonhos sorteados
Autor: Alexandre Azevedo
Ano: 2014
Edição: 1
Páginas: 32
Idioma: português
Editora: Paulinas
Sinopse: Sonhos sorteados é uma obra que nos faz refletir sobre as políticas públicas brasileiras, as condições de sobrevivência dos cidadãos: seus respectivos direitos e deveres.
A personagem de Dona Elvira retrata a difícil situação vivida por muitos pais em nosso país: acordara bem cedo e estava decidida a vestir sua roupa de missa, embora não fosse o dia. Ela iria à escola matricular Carolina, sua filha, tão inteligente, tão interessada em aprender. Quando chegou ao portão da escola, quatro e meia da manhã, Dona Elvira não acreditou: a fila já estava grande. Não tinha jeito, senão esperar. Na fila, conheceu Dona Joaquina, que também tentava uma vaga para um dos seus seis filhos. A espera foi grande, até que deram à Dona Elvira um número de sorteio. Como podia ser assim? Sortear para estudar? No lugar em que morava jamais tinha passado por uma tensão assim... Quando restavam somente duas vagas, Dona Elvira ainda aguardava o sonho a ser realizado.
E foi na última vaga, quando o senhor disse o último dígito, que Dona Elvira teve vontade de gritar e deixou uma lágrima escapar.
Terminado em 24 de novembro de 2016 (livro 54).
Uau, que tapão na cara! Nunca pensei em esperar isso de um livro infantil. Fiquei chocada com o final, tão real e tão triste.
As ilustrações de Ana Maria Moura são realistas e delicadas. Gostei bastante do movimento dos desenhos, dos sentimentos transparecendo nos olhares dos personagens.
O texto é maduro, apesar de ser para crianças – não tem aquela linguagem tatibitati – e pode muito bem ser lido por adultos. Parece um conto.
Gostei bastante da crítica ao ensino público. Gostei da maneira como são retratadas as personalidades.
Nota 4 de 5
Sobre o autor:
Alexandre Azevedo é professor de literatura brasileira e portuguesa e escritor, autor de mais de 90 obras publicadas por diversas editoras do Brasil. Em 2012, atingiu a marca de meio milhão de livros vendidos. Algumas de suas obras infantojuvenis foram prefaciadas e comentadas por autores como Luís Fernando Veríssimo, Ziraldo, Lourenço Diaféria e Márcia Kupstas. Ainda em 2012, foi um dos autores homenageados da 12ª Feira Nacional de Ribeirão Preto (SP).
A personagem de Dona Elvira retrata a difícil situação vivida por muitos pais em nosso país: acordara bem cedo e estava decidida a vestir sua roupa de missa, embora não fosse o dia. Ela iria à escola matricular Carolina, sua filha, tão inteligente, tão interessada em aprender. Quando chegou ao portão da escola, quatro e meia da manhã, Dona Elvira não acreditou: a fila já estava grande. Não tinha jeito, senão esperar. Na fila, conheceu Dona Joaquina, que também tentava uma vaga para um dos seus seis filhos. A espera foi grande, até que deram à Dona Elvira um número de sorteio. Como podia ser assim? Sortear para estudar? No lugar em que morava jamais tinha passado por uma tensão assim... Quando restavam somente duas vagas, Dona Elvira ainda aguardava o sonho a ser realizado.
E foi na última vaga, quando o senhor disse o último dígito, que Dona Elvira teve vontade de gritar e deixou uma lágrima escapar.

Terminado em 24 de novembro de 2016 (livro 54).
Uau, que tapão na cara! Nunca pensei em esperar isso de um livro infantil. Fiquei chocada com o final, tão real e tão triste.
As ilustrações de Ana Maria Moura são realistas e delicadas. Gostei bastante do movimento dos desenhos, dos sentimentos transparecendo nos olhares dos personagens.
O texto é maduro, apesar de ser para crianças – não tem aquela linguagem tatibitati – e pode muito bem ser lido por adultos. Parece um conto.
Gostei bastante da crítica ao ensino público. Gostei da maneira como são retratadas as personalidades.
Nota 4 de 5
Sobre o autor:


0 comentários:
Postar um comentário