13 de mar. de 2017

[A Tati Leu] A Dama da Ilha (Patricia Cabot)

Título: A dama da ilha
Autora: Patricia Cabot
Ano: 2012
Edição: 1
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Essência
Sinopse: Doutor Reilly Stanton precisa curar o seu orgulho ferido e provar à sua ex-noiva que é um homem bom e caridoso – e não um bêbado, como ela pensa. Para isso, o moderno londrino aceita o posto de médico em uma ilha de pescadores escoceses, convencido de que pode se acostumar às condições primitivas de infraestrutura e ao clima pouco amigável da ilha.
Já a senhorita Brenna Donnegal é um problema à parte...
Reilly tenta, mas não consegue ignorar aquela bela mulher de cabelos de fogo e temperamento difícil. O pai de Brenna era o médico oficial da ilha, mas, com sua viagem à Índia, ela ocupa o seu lugar e não fica nada feliz em saber que Lorde Glendenning, seu incômodo pretendente, contratou Reilly para ser o novo médico.
O que começa com uma pequena fagulha entre dois cientistas orgulhosos pode acabar com uma explosão apaixonada...


Terminado em 28 de fevereiro de 2017.

Já mencionei uma vez que não sou muito fã de romances eróticos, que no geral negligenciam a trama e a construção dos personagens para priorizar as cenas mais picantes, mas, na mesma ocasião, mencionei que acredito em exceções, e hoje escrevo para apresentar uma delas.


Escrito por Meg Cabot, sob o pseudônimo de Patricia, “A dama da ilha” é um romance histórico ambientado em uma aldeia fictícia, localizada em uma ilha escocesa. O ano é 1847, época em que epidemias de cólera tiraram a vida de milhares de pessoas por toda a Europa, e Meg instala seus encantadores personagens nesse contexto histórico para nos apresentar uma história divertida, engraçada, envolvente e bem construída.

A Dama da Ilha (Patricia Cabot)

A história começa com a chegada do doutor Reilly Stanton a Lyming, após ser dispensado pela noiva, Christine, que se mostra indignada com o fato de que Reilly pretende dar mais uso ao diploma de médico do que ao seu título de marquês.

Assim que chega à ilha, no entanto, ele se dá conta de que sua estadia não será nem remotamente tranquila: do barqueiro bêbado que se afoga – e que ele mesmo precisa pular na água para resgatar – à precariedade do lugar, passando pelo clima, pela desconfiança dos aldeões e pela jovem ruiva que bebe uísque pelo gargalo e usa calças, tudo parece contribuir para dificultar sua ambientação.

A Dama da Ilha (Patricia Cabot)

A jovem ruiva é Brenna Donnegal, filha do antigo médico do lugar, que, em sua ausência, assumiu suas funções, e, embora Reilly não compreenda desde o início, ela é o principal motivo pelo qual Lorde Glendenning, seu empregador, o levou para aquele fim de mundo. Rechaçado em todas as tentativas de desposá-la, Glendenning conta com o médico para convencê-la de que ela não está em posse de suas faculdades mentais – algo obviamente demonstrado, em sua opinião, por seu hábito de caminhar pelo cemitério à noite, recolhendo terra e anotando nomes de pessoas que haviam morrido de cólera no ano anterior – e que o melhor para ela seria casar-se.

Enquanto tenta ganhar a confiança dos moradores da aldeia, para exercer sua profissão, descobrir o que diabos Brenna está aprontando, ensinar um pouco de boas maneiras para Glendenning e se recuperar da dor de cotovelo, Reilly se envolve cada vez mais com a ilha e com seus habitantes –  em especial com a supracitada jovem ruiva que bebe uísque pelo gargalo, usa calças e passeia por cemitérios.

Contudo, quando o verão chega, trazendo consigo mais um surto de cólera, caberá aos dois cientistas deixar as diferenças e todos os sentimentos recém-descobertos de lado, para encontrar um modo de salvar a aldeia de mais uma onda de incontáveis mortes.

Tanto Reilly quanto Brenna são personagens cativantes, e os ataques de cavalheirismo do médico – que não são piegas nem pedantes, mas muito naturais e fofos – e as brigas espirituosas da ruiva garantem à trama momentos engraçados e divertidos, assim como Glendenning, com seu espírito de ogro, e os amigos londrinos e refinados de Reilly, que também acabam indo até a ilha, embora desejassem imensamente nunca o ter feito.

A Dama da Ilha (Patricia Cabot)

A história, claro, não garante grandes reflexões, e muito dificilmente alguém terá uma epifania durante a leitura, embora algumas colocações sobre a cólera e outras doenças infectocontagiosas sejam muito válidas, inclusive para a atualidade. No geral, é um livro leve, para distrair, divertir, e, mesmo que eu não goste de romances eróticos, preciso admitir que gostei deste. Especialmente para quem já gosta da autora ou de romances assim, recomendo muitíssimo a leitura.

Nota 4 de 5


Sobre a autora:

Meg CabotPatricia Cabot é o pseudônimo da escritora norte-americana Meg Cabot. Foi como Patricia que ela assinou seus primeiros livros, em 1990. Apesar de não escrever mais com esse pseudônimo, seus livros sob essa alcunha continuam sendo traduzidos para vários idiomas e a atrair milhares de fãs. No Brasil, Essência lançou também “A rosa do inverno”, livro de estreia de Cabot, “Aprendendo a seduzir” e “Pode beijar a noiva”.


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